1 Samuel 8:1-22 (leia aqui)

07:28:00

(0) Comments


Os filhos de Samuel, assim como os de Eli, não seguiram os passos do pai. Os filhos de pais cristãos devem pensar seriamente sobre isso. Para desfrutar as bênçãos de Deus, não é suficiente ser filho de Abraão, como acreditavam os judeus (Mateus 3:9).

Agora o povo vinha ao profeta com um pedido que muito lhe desagradou. Eles queriam um rei, como as outras nações. Basicamente nós também queremos ser como os outros, pois não gostamos de ser diferentes da maioria. Se não nos comportamos como os demais que nos rodeiam, geralmente chamamos atenção para nós e somos ridicularizados, mal-entendidos e acusados de ser orgulhosos. No entanto, se somos “filhos de Deus” (1 João 3:2), isso por si só já constitui uma diferença fundamental entre nós e o mundo. Essa diferença acarreta muitas outras – o incrédulo não aceita a autoridade de Deus, ao passo que o crente reconhece Jesus Cristo como seu Senhor e Mestre.

Samuel é encarregado de avisar ao povo que, enquanto o Senhor é um Soberano que dá boas coisas com abundância aos Seus, o rei iria exigir e governar sobre eles com severidade.

Luciano

"Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte." Hebreus 11.5

08:27:00

(9) Comments


O nome Enoque significa "consagração", "entrega". Enoque foi um homem consagrado a Deus numa época de muita maldade. Quem é uma pessoa consagrada a Deus? Aquele que vive constantemente no âmbito da vontade de Deus. O Senhor Jesus foi uma pessoa consagrada a Deus: "E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada."

Em Enoque vemos três resultados de uma vida consagrada a Deus, ou seja, primeiro seu andar com Deus (Gn 5.24), depois sua fé em Deus (Hb 11.5), e em terceiro lugar seu testemunho acerca de Deus (Jd 14).

A fé que Enoque tinha em Deus o levou ao arrebatamento. Disso deduzimos que ele, como Moisés, "pela fé... permaneceu firme como a quem vê aquele que é invisível", e que ele confiava mais no Deus invisível do que em todas as coisas visíveis. Por meio desta fé ele foi arrebatado. Só experimentaremos o arrebatamento por meio de uma fé assim, como a que Enoque teve. Em que consistia seu testemunho, o que ele falava de Deus? "Eis que veio o Senhor entre suas santas miríades." Quem crê em Deus e anda com Ele reconhece as intenções futuras do Senhor e tem de anunciar a Sua vinda.

Luciano

TU ÉS FIEL SENHOR

08:23:00

(0) Comments

Luciano

Clipe Soldado Ferido

08:18:00

(0) Comments

Luciano

Cego Bartimeu

08:16:00

(0) Comments

Luciano

Getsêmani -Leonardo Gonçalves

08:14:00

(0) Comments

Luciano

Jesus Cristo O Cordeiro de Deus - Clipe Musical

08:10:00

(0) Comments

Luciano

E Moacir encontrou Deus

07:52:00

(0) Comments


Sempre acreditei que todo ateu que tenta, com sinceridade, provar suas convicções, um dia acaba se convencendo da existência de Deus

Desde a minha adolescência, sempre me preocupou a situação daqueles que se consideram ateus, ou seja, que descrêem do Deus, do cristianismo ou mesmo do sagrado. Filho de pastor pentecostal e oriundo de uma família de tradição evangélica, acostumei-me, desde cedo, às coisas espirituais. Por isso mesmo, custava a acreditar que alguém pudesse duvidar da existência do Senhor. Conviver com alguém assim, então, era muito complicado. Mas eu lembro de um colega, o Moacir, que era um caso à parte. Estudamos juntos lá em Manaus, durante o curso científico, hoje chamado ensino médio. Em geral, não era o aluno mais destacado da classe – mas brilhava em disciplinas como matemática e física. Tanto que, quando começamos a aprender análise infinitesimal, o Moacir já desenvolvia estudos e pesquisas sobre conteúdos universitários envolvendo mecânica racional, programação linear e outros assuntos cabeludos.
Apesar da nossa diferença fundamental – eu, crente; ele, ateu –, éramos grandes amigos. Eu também tinha inclinação para as ciências exatas, e por isso nutríamos admiração mútua. Mas tínhamos intermináveis discussões acerca da existência, ou não, de Deus. Em seu ateísmo, Moacir era um pesquisador, o que me obrigava, em contrapartida, a ler bastante para sustentar minha crença. Naquela época, até li, e ele também, o notório livro E a Bíblia tinha razão. Quando terminavam as aulas noturnas, ficávamos nós dois discutindo religião na praça em frente ao colégio. Muitas vezes, analisando a inteligência e a disposição para a pesquisa do meu colega, eu acreditava que todo ateu, tentando, com sinceridade, provar suas convicções, um dia se convenceria da existência de Deus.
Psiquiatra, ateu e cético, o pesquisador brasileiro Augusto Jorge Cury, autor do livro Análise da inteligência de Cristo, é um desses. Entrevistado aqui mesmo na ECLÉSIA [N. da redação: edição nº 86, fevereiro de 2003], ele disse, com todas as letras: “Eu era ateu convicto e tornei-me um cristão apaixonado”. Sua obra é uma minuciosa pesquisa da natureza do homem Jesus, tomando por base os pressupostos da psicologia e avaliando seu comportamento e personalidade enquanto viveu aqui na Terra. Ali, o autor enfatiza que Cristo foi e continua sendo um enigma para os intelectuais de todas as gerações: “Confundia a mente e, ao mesmo tempo, causava profunda admiração nas pessoas que passavam por ele, até dos seus opositores”.
Mas o que fez aquele empedernido intelectual mudar completamente seus conceitos acerca do divino? A resposta está nos estudos que fez acerca do homem de Nazaré, a começar por sua misteriosa origem. Segundo Cury, “A ciência não tem como comprovar ou negar esse fato, principalmente porque as últimas descobertas sobre a cientificidade da clonagem impedem a contestação de que Cristo possa ter origem biológica a partir, apenas, da carga genética de Maria, sua mãe”. Claro – afinal, de acordo com a Palavra de Deus, Jesus foi miraculosamente concebido pelo Espírito Santo.
O fato é que a sabedoria de Deus confunde os sábios deste mundo. Mesmo famosos céticos da História, como o francês Voltaire, crítico feroz da crença em Deus, surpreendeu os iluministas da Europa do século 18. Ao fim de seus dias, o filósofo declarou o seguinte: “O relógio denota que há um relojoeiro, assim como a existência do homem prova a preexistência de Deus.” Quando o ateísmo floresceu com força jamais vista, durante os séculos 19 e 20 – fortalecido pelos pensamentos de homens como Darwin, Freud, Nietszche e Marx –, sinalizou-se a inauguração de um mundo sem o sagrado, onde a ciência conduziria o homem a dar saltos de prosperidade. Mas o tempo provou o contrário. Após duas grandes guerras, conflitos generalizados em todo o mundo, epidemias, falência de utopias, crise global nas áreas econômica, social e psicológica e a explosão do terrorismo, a humanidade, insegura, procura, mais do que nunca, por Deus.
Mas voltemos ao meu amigo Moacir. Com o passar dos anos, as opções e os compromissos da vida acabaram levando eu e ele a trilhar caminhos diversos. Ambos crescemos, amadurecemos, constituímos família e consolidamos carreira. Enfim, a vida nos separou. Pois eis que, pouco tempo atrás, recebi uma carta do respeitado professor Raimundo Moacir de Lima, chefe do Departamento de Ciências Exatas da Universidade Federal do Amazonas – ele mesmo, o Moacir, que tanto se batera comigo na juventude tentando me convencer de que Deus não existia. Diz um trecho da carta: “Sinto necessidade de te comunicar que abandonei o ateísmo. Aceitei a Jesus, e hoje congrego na Igreja Batista Nacional de Vitória Régia. Em um testemunho público, mencionei as conversas que tínhamos naquela praça até tarde da noite, nas quais inutilmente te afastar da fé.
“Tuas respostas firmes, teu exemplo, a Bíblia que me deste de presente e a tua palavra – iluminada pelo Espírito Santo de Deus – certamente tiveram papel na minha experiência posterior com Cristo. Muito obrigado por teres resistido; muito obrigado pelo exemplo de fé. A paz do Senhor esteja sempre conosco. Do irmão em Cristo e amigo Moacir (do Colégio Estadual do Amazonas, turma de 1964).”

José Fernandes

Luciano

CARTÃO DE CRÉDITO MISSIONÁRIO VOCÊ JÁ TEM O SEU?

08:58:00

(1) Comments


O Telepastor RR Soares, dono da Igreja Internacional da Graça de DEUS, fecha parceria com a VISA e lança o seu cartão de crédito. E com relação aos Juros? O Missionário Erre Erre Soares vai ter que apagar o versículo abaixo de sua memória:

Ao estranho emprestarás com juros, porém a teu irmão não emprestarás com juros; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em tudo que puseres a tua mão, na terra a qual vais a possuir. (Deuteronômio 23 : 20)

E dar ouvidos ao clamor de Baha’u’llah:

O oitavo Ishráq (esplendores)- “Ele, o Senhor de sabedoria e de expressão. Ele – exaltada seja Sua Palavra – diz: “… é legítimo e apropriado cobrar juros sobre dinheiro, para que o povo do mundo, em espírito amistoso e fraternal e com alegria e júbilo, possa devotar-se à glorificação do Nome d’Aquele que é o Bem-Amado de toda a humanidade”




Cartão de Crédito Missionário é mais uma forma de você contribuir com sua Igreja nas ações e obras sociais por ela conduzidas, a partir do momento que sua proposta seja aprovada pelo Banco e você passe a utilizar o seu Cartão.

Solicite o seu Cartão de Crédito, você poderá:

• pagar suas compras em até 40 dias;

• financiar no crédito rotativo²;

• fazer saques de emergência no Brasil e exterior²

(saques no exterior somente para as versões INTERNACIONAL do cartão);

• dispõe do Seguro Superprotegido Christian Way³, que ampara contra roubo e furto, morte natural e acidental, e ainda oferece dois serviços de assistência: auxílio funeral e assistência emergencial.

Observações:

¹ Sujeito a análise de Crédito;

² Acrescidos de encargos na próxima fatura;

³ Tarifa de R$ 5,99 por mês.

http://www.missionway.com.br/cartaodecreditoTexto.aspx

Luciano

Eclesiastes 5:10-15

08:28:00

(0) Comments


10 Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos. Isso também não faz sentido.
11 Quando aumentam os bens, também aumentam os que os consomem. E que benefício trazem os bens a quem os possui, senão dar um pouco de alegria aos seus olhos?
12 O sono do trabalhador é ameno, quer coma pouco quer coma muito, mas a fartura de um homem rico não lhe dá tranqüilidade para dormir.
13 Há um mal terrível que vi debaixo do sol: Riquezas acumuladas para infelicidade do seu possuidor.
14 Se as riquezas dele se perdem num mau negócio, nada ficará para o filho que lhe nascer.
15 O homem sai nu do ventre de sua mãe, e como vem, assim vai. De todo o trabalho em que se esforçou nada levará consigo.

Luciano

Deus traz seu povo de volta a Israel

08:03:00

(0) Comments

Luciano

60 ANOS DE ISRAEL

18:26:00

(0) Comments

estaremos este mês divulgando alguns estudos e videos sobre Israel!

Luciano

O Renascimento de Israel.

18:12:00

(0) Comments

O moderno Estado de Israel nasceu em meio a lutas terríveis contra inimigos poderosos. Veja este video!!!!!

Luciano

60 anos de Israel!!

18:11:00

(0) Comments


ESTAREMOS NESTE MÊS PUBLICANDO MENSAGENS E VIDEOS SOBRE ISRAEL!!!

Luciano

60 ANOS DE ISRAEL

17:55:00

(0) Comments

ESTAREMOS NESTE MÊS PUBLICANDO MENSAGENS E VIDEOS SOBRE ISRAEL!!!

Luciano

O moderno Estado de Israel é obra de Deus

17:39:00

(0) Comments

Existem razões bíblicas para apoiarmos Israel, é através desse país que Deus glorifica seu Nome entre as nações da terra.




Confira o DVD »

Luciano

A Origem Bíblica do Conflito Árabe-Israelense

17:32:00

(0) Comments

Deus deu a terra de Israel aos descendentes de Abraão, através de seu filho Isaque. O nascimento de Ismael, fora da vontade de Deus, originou o conflito que vemos hoje em Gaza e em todo o Oriente Médio



Confira o DVD »

Luciano

Pr Silas Malafaia na Band - Aborto Parte 01 e 02

23:15:00

(0) Comments

Pr. Silas Malafaia Canal Livre - Aborto (Parte 1)



Pr. Silas Malafaia Canal Livre - Aborto (Parte 2 Final)


Luciano

Novo blog em ação!!!!!!!!!!!

22:58:00

(0) Comments


Olá pessoal acaba de chegar na net o mais novo blog de cuiabá e MT, o meu amigo Marcellos Alderete, lança seu blog com o objetivo de levar as notícias do estado de MT e de todo o brasil, entre e aproveite http://resumodahora.blogspot.com/

Luciano

Psicologia: Deus não é suficiente?

22:51:00

(0) Comments

A psicanálise tem suas origens em teorias de homens ateus. A Bíblia, no entanto, diz que a reconciliação com Deus através de Jesus é a única forma de obtermos libertação dos problemas que afligem nossa alma. Será que precisamos do apoio da psicologia para lidarmos com problemas em nossas igrejas?


Confira o DVD »

Luciano

ATRÁS DO TRIO ELÉTRICO...

18:28:00

(0) Comments


Embora o nome “trio elétrico” só tenha começado a ser usado em 1951, todos concordam que a história do famoso carro de som remete a cerca de um ano antes, com Dodô e Osmar em cima de um Ford Bigode 1929 restaurado para esse fim, saindo pelas ruas do centro de Salvador, arrastando o povo.

Mas foi na década de 70 que Caetano Veloso ´eternizou´ o Trio com a canção “Atrás do trio elétrico”. Quase todo mundo conhece o refrão transcrito acima... porém arrisco afirmar também que quase todo mundo desconhece o último verso dessa cantiga:

Nem quero saber se o diabo nasceu foi na Bahia, foi na Bahia
O trio eletro-sol rompeu no meio-dia, no meio-dia.


Mesmo sem ter plena consciência, Caetano acertou em cheio... Mas na primeira linha:

Atrás do Trio Elétrico só não vai quem já morreu.


Basta que nos lembremos das palavras de Paulo em sua carta aos Gálatas (6.14 ), onde expõe com clareza a realidade do nascido de novo, como sendo alguém que, de fato, já morreu... Para o mundo. Tendo morrido para o mundo, a pessoa convertida não sente mais prazer em muitas coisas que antes enchiam de significado sua vida; quem nasce de novo tem sua vida ressignificada. Veja o texto de Paulo:

Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo,
pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.
Sendo assim, a gente não precisa ir atrás um trio elétrico, pois morremos. E porque revivemos em Cristo, com nossa vida tendo sido ressignificada, nossa alegria não se fundamenta mais em momentos de euforia ou de estravasamento. Temos em nós a verdadeira alegria!

Assim, como já morremos (para o mundo), não vamos atrás do Trio Elétrico. E como já renascemos (para Deus), seguimos a trilha do Reino de Deus, o qual “não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” ( Romanos 14.17 ).

E nós sabemos que o diabo não nasceu na Bahia... embora saibamos que ele tem crescido muito aqui, como em muitas partes do mundo. Mas também sabemos que os seus dias já estão contados (Apocalipse 20.1-6).

Desta forma, podemos fazer coro com as palavras de Paulo e declarar que para nós o viver é Cristo e o morrer é lucro ( Filipenses 1.21 ).

Autor: Lécio Dornas
Fonte: Prazer da Palavra

Luciano

Agnus Dei - Michael W. Smith

06:52:00

(0) Comments





Aleluia, aleluia
Ele é o poderoso Deus
Aleluia, aleluia
Ele é o poderoso Deus

Aleluia
Santo, santo
É o Senhor Deus poderoso
Digno tu és
Digno tu és
Tu és santo, santo
É o Senhor Deus poderoso
Digno tu és
Digno tu és
Amém

Aleluia, aleluia
Ele é o poderoso Deus
Aleluia, aleluia
Ele é o poderoso Deus
Aleluia
Santo, santo
É o Senhor Deus poderoso
Digno tu és
Digno tu és
Tu és santo, santo
É o Senhor Deus poderoso
Digno tu és
Digno tu és
Tu és santo, santo
É o Senhor Deus poderoso
Digno tu és
Digno tu és
Amém

Luciano

DIVINO COMPANHEIRO - Canta: LUIZ DE CARVALHO

06:45:00

(0) Comments




Divino companheiro do caminho
Sua presença sinto logo ao transitar
Pois tu dissipaste toda sombra
Ja tenho luz a luz bendita do amor
Fica Senhor, ja se faz tarde
Tens meu coração para pousar
Faz em mim morada permanente
Fica Senhor, fica Senhor, meu Salvador
A sombra da noite se aproxima,
E nela 0 tentador vai chegar
Não, não me deixes só no caminho,
Ajuda-me, ajuda-me, ate' chegar.

Luciano

Richard Baxter - Orientações para Odiar o Pecado (Parte 1)

06:39:00

(0) Comments


"Toda a desonra que o pecado traz sobre a graça,
provém do fato de vocês terem pouco dela;
e é porque a graça é tão pequena sobre vocês,
que a vitória dela sobre a carne e paixões de vocês
é lamentavelmente imperfeita." (Richard Baxter)



I. Orientação - Se esforce tanto para conhecer a Deus quanto para ser afetado pelos Seus atributos. Viva sempre diante Dele. Ninguém pode conhecer o pecado perfeitamente porque ninguém pode conhecer Deus perfeitamente. Você não pode conhecer o pecado mais do que você conhece a Deus, contra quem o seu pecado é cometido; a malignidade formal do pecado é relativa, pois é contra a vontade e os atributos de Deus. O homem piedoso tem algum conhecimento da malignidade do pecado porque ele tem algum conhecimento do Deus que é ofendido pelo mesmo. O ímpio não tem um conhecimento prático e prevalente da malignidade do pecado porque eles não têm um conhecimento de Deus. Aqueles que temem a Deus temerão o pecado; aqueles que em seus corações são irreverentes e impertinentes para com Deus, serão, em seus corações e em suas vidas, a mesma coisa para com o pecado; o ateísta, que acha que não existe Deus, também acha que não há pecado contra Ele. Nada no mundo inteiro irá nos mostrar de maneira tão simples e poderosa a maldade do pecado, do que o conhecimento da grandeza, bondade, sabedoria, santidade, autoridade, justiça, verdade, e etc., de Deus. Portanto, o senso da Sua presença irá reviver em nós o senso da malignidade do pecado.

. . II. Orientação - Considere bem o ofício de Cristo, Seu sangue derramado e Sua vida santa. Seu ofício é expiar o pecado e destruí-lo. Seu sangue foi derramado por ele. Sua vida o condenou. Ame a Cristo e você odiará o que causou Sua morte. Ame-O e você irá amar ser feito à imagem Dele, e odiará aquilo que é tão contrário a Ele.

. . III. Orientação - Pense bem o quão santo é a obra e o ofício do Espírito Santo, e quão grande misericórdia isto é para nós. Irá o próprio Deus, a luz celestial, descer a um coração pecaminoso para iluminá-lo e purificá-lo? E ainda devo manter minha escuridão e corrupção, em oposição a essa maravilhosa misericórdia? Embora nem todo pecado contra o Espírito Santo seja uma blasfêmia imperdoável, tudo é ainda mais agravado por meio disso.

. . IV. Orientação - Considere e conheça o maravilhoso amor e a misericórdia de Deus, e pense no que ele tem feito por você e você odiará o pecado, e terá vergonha dele. É um agravamento do pecado até mesmo para a razão comum e a ingenuidade, que devemos ofender um Deus de infinita bondade que encheu nossas vidas de misericórdia. Você será afligido se você tem injustiçado um extraordinário amigo; seu amor e sua bondade virão aos seus pensamentos e você sentirá raiva de sua própria maldade. De um lado veja a grande lista das misericórdias de Deus pra você, para sua alma e seu corpo. Do outro, observe satanás, escondendo o amor de Deus de você, e tentando você debaixo de uma pretensa humildade de negar Sua grande e especial misericórdia; procurando destruir seu arrependimento e humilhação escondendo também o agravamento do seu pecado.

. . V. Orientação - Pense no propósito da existência da alma humana. Para que ela fora criada? Para amar, obedecer, e glorificar nosso Criador; e você verá o que é o pecado, pois ele perverte e anula esse propósito. Quão excelentemente grande e santa é a obra para o qual fomos criados e chamados para fazer! E deveríamos desonrar o templo de Deus? E servir ao diabo em sua imundície e tolice, quando deveríamos receber, servir, e glorificar nosso Criador?

- Richard Baxter

Luciano

Orando em Secreto (Praying in the Closet)

06:17:00

(0) Comments




Tenho uma pergunta para você: o que o povo cristão pode fazer em períodos de julgamento iminente da parte de Deus, para mover o coração do Senhor?

Estamos vendo calamidades naturais numa escala como nunca houve antes: ondas marítimas gigantescas, furacões, incêndios, inundações, secas. Penso nas devastações que abalaram todo o mundo, perpetradas pelo tsunami, pelo furacão Katrina, por terremotos na Índia e no Paquistão.

Penso também no medo e no desespero causados por calamidades produzidas pelo homem: os eventos de 11 de setembro de 2001, o conflito entre Israel e o Líbano, armas nucleares nas mãos de homens insanos. Até os comentaristas mais céticos dizem que já estamos vendo os inícios da 3ª guerra mundial.

Agora mesmo, muçulmanos em inúmeros países ameaçam destruir o cristianismo. Quando estive em Londres há pouco, ouvi dois jovens muçulmanos dizendo numa entrevista no rádio: "A nossa religião não é como o cristianismo. Não viramos a outra face. Decapitamos a cabeça do outro".

Eu lhe pergunto: em tempos difíceis como esse, a igreja estaria sem poder para fazer algo? Devemos ficar sentados e esperar que Cristo volte? Ou, somos chamados a tomar ação drástica de algum tipo? Quando em torno de nós o mundo inteiro treme, e o coração dos homens entra em falência por causa do medo, somos chamados para erguer armas espirituais e guerrearmos o adversário?

Por todo o globo, há uma sensação de que é inútil tentar resolver os problemas que se acumulam. Muitos sentem que o mundo atingiu o zênite da desesperança. O alcoolismo aumenta no mundo todo, e mais jovens do que nunca entram em bebedeiras. Vejo uma tendência igualmente perturbadora na igreja, à medida que cristãos se voltam para o materialismo. A mensagem que suas vidas pregam é: "Acabou a esperança. Deus desistiu".

Diga-me, seria esse o papel do povo de Deus em tempos negros? Será que os seguidores de Cristo devem cair um após o outro com o resto do mundo, e pegar à força uma fatia do bolo? Não, nunca!

O Profeta Joel Viu um Dia Semelhante Se Aproximando de Israel,
Um Dia de "Sombra de Morte e Escuridão"


Segundo Joel, o dia de escuridão que estava se aproximando de Israel seria um dia como nunca houvera em sua história. O profeta brada, "Ah! Que dia! Porque o Dia do Senhor está perto e vem como assolação do Todo-poderoso" (Joel 1:15).

Qual foi o conselho de Joel a Israel naquela hora negra? Ele trouxe a seguinte palavra: "Assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração, e não os vossos vestidos, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficência, e se arrepende do mal. Quem sabe se se voltará e se arrependerá, e deixará após si uma bênção...?" (2:12-14).

Lendo essa passagem, o que me atinge muito são duas palavras: “Agora mesmo”. Em meio à tremenda escuridão que caiu sobre Israel, Deus apela ao Seu povo: “Agora mesmo, na hora da Minha vingança - quando vocês Me puseram para fora da sociedade, quando a misericórdia parece impossível, quando a humanidade zomba das Minhas advertências, quando o medo e as trevas cobrem a terra - agora mesmo, Eu insisto para que voltem para Mim. Sou tardio em irar-Me, e sou conhecido por reter Minha, como fiz com Josias. O Meu povo pode orar e propiciar a Minha misericórdia. Mas o mundo não chegará ao arrependimento caso vocês disserem que não há misericórdia”.

Você está vendo a mensagem de Deus para nós? Como povo dEle, podemos suplicar em oração - e Ele nos ouvirá. Podemos propiciá-Lo e saber que Ele ouvirá as preces sinceras, eficazes e ferventes dos Seus santos.

Tenho uma palavra de aviso à igreja nesse momento: cuidado! Satanás vem especificamente à essa hora de trevas quando o desastre nuclear se forma sobre a terra, quando a impiedade ruge e aterroriza as nações. O Diabo sabe que estamos vulneráveis, e lança a mentira: “Que tipo de bem você pode fazer? Por que tentar evangelizar os muçulmanos, quando eles querem te matar? Não dá pra mudar nada. É melhor você desistir desse mundo saturado pelo pecado. Não vai adiantar orar por um derramamento do Espírito. Todo esse seu arrependimento se torna fútil”.

Mas Deus vem a nós com essa palavra de Joel: “Há esperança e misericórdia, agora mesmo. Sou de grande bondade, tardio em Me irar. E agora é a hora de você se voltar para Mim em oração. Eu posso retirar o Meu julgamento e mesmo trazer bênçãos para ti”.

Agora mesmo - nesses dias de assassino extremismo islâmico, quando o nosso país perdeu o rumo moral, quando os tribunais jurídicos estão banindo Deus para fora de nossa sociedade, quando o medo prende o mundo inteiro - é a hora de se voltar para o Senhor em oração. Mesmo que a Sua condenação esteja chegando por todos os lados, com taças de ira sendo derramadas, o Espírito Santo ainda busca trazer para Si a humanidade chamando-a até o último minuto do dia final.

Para o Quê Exatamente Devemos Orar Em Dias Como os Atuais ?

Eis a receita de Joel a Israel naquele dia de amarguras e trevas: "Tocai a trombeta em Sião, promulgai um santo jejum, proclamai uma assembléia solene. Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, reuni os filhinhos...Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o pórtico e o altar, e orem: Poupa o teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que as nações façam escárnio dele. Por que hão de dizer entre os povos: Onde está o seu Deus?" (Joel 2:15-17).

Eis o chamado à igreja: "Não se desencoraje nem se entregue ao desespero. Você não deve acreditar nas mentiras do Diabo de que inexista esperança para despertamento". Pelo contrário, de acordo com Joel, o clamor do povo deve ser, "Senhor, pare a repreensão em Teu nome. Não deixe que a Tua igreja seja mais zombada. Faça com que o ímpio pare de nos governar com arrogância, de nos provocar e perguntar, 'Onde está o teu Deus?'".

A gente pode pensar, "O que Deus promete aqui é só uma possibilidade. Ele diz que 'poderia' deter Seu julgamento. Isso é nada mais do que um 'talvez', um 'pode ser'. Tudo que Ele requer do Seu povo pode ser em vão".

Não acredito que Deus suplicie Sua igreja. E Ele não enviará o Seu povo numa missão boba. Quando Abraão orou a Deus para que Sodoma (onde seu sobrinho Ló vivia) fosse poupada, o coração do Senhor foi movido para salvar a cidade mesmo se apenas dez justos vivessem lá. E Abraão orou assim quando anjos exterminadores estavam entrando na cidade. Estou convencido de que o povo de Deus atualmente deve propiciar o Senhor do mesmo jeito.

Zacarias Nos Diz Que Deus Designou Três Lugares
Onde o Seu Povo Deve Lhe Fazer Petições em Oração


Segundo Zacarias, há três lugares onde a oração deve ser feita: 1) na casa de Deus (a igreja), 2) em todo lar, e 3) no lugar secreto. O Senhor diz a Zacarias: ""Sobre a casa de Davi... derramarei o espírito da graça e de súplicas...A terra pranteará, cada família à parte; a família da casa de Davi à parte (significando a igreja)...a família da casa de Levi à parte (a família ou lar), e suas mulheres à parte (indivíduos)" (Zacarias 12:10; 12-13).

Quando Zacarias disse isso, Israel estava cercado por inimigos dispostos a destruí-lo. Havia grande tremor e temor - mas em meio a isso veio essa maravilhosa palavra: "Deus está chegando para tratar desses poderes do mal que estão contra vocês. Então, comecem a orar ardentemente no santuário. Comecem a orar em seus lares e casas. E orem em seu lugar secreto. O Espírito Santo vem, e lhes concederá o espírito de súplicas e graça, capacitando-os a orar".

Você está vendo a mensagem de Deus a nós nesta passagem? Ele está dizendo à igreja de todos os tempos, "Nos momentos de terror e medo, quero derramar sobre vocês o Meu Espírito. Mas preciso de um povo em oração sobre o qual O derramarei".

1. A Oração Começa na Casa de Deus

Todos os profetas do Velho Testamento chamaram o povo de Deus para a oração em comum, conjunta. O próprio Jesus declara, "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração" (Mateus 21:13). O fato é que a história do mundo foi modelada pelas preces da igreja de Cristo.

Pense no seguinte: o Espírito Santo foi inicialmente dado na casa de Deus, no cenáculo. Lá os discípulos "perseveram unânimes em oração" (Atos 1:14). Lemos que Pedro foi liberto da prisão por um anjo, enquanto "muitas pessoas estavam congregadas e oravam" (12:12). A oração conjunta estava continuamente sendo feita pela libertação de Pedro.

Claramente, Deus libera muito poder devido às preces da Sua igreja. Assim, o chamado a esse tipo de oração não pode ser subestimado. Sabemos que a igreja foi comissionada a ganhar almas, praticar a caridade, a servir como local de reunião para a palavra de Deus ser pregada. Mas primeiro e antes de tudo, a igreja deve ser um lugar de oração. Esse é o seu chamamento primeiro, pois todos estes outros aspectos da vida da igreja nascem da oração.

Contudo a oração em comum é limitada. É limitada à programação de horários, e aos tipos de oração aos quais Deus nos chama a orar. Por exemplo, a igreja não é o lugar para o choro de nossas preces de queda e de angústia, quando citamos nossas cobiças e lascívias diante do Senhor e nos arrependemos delas. Algumas vezes a oração em conjunto pode se tornar uma desculpa para evitar esse tipo de oração privativa, quando ocorre um exame do coração. Alguns podem dizer, "Acabei de chegar de uma reunião de oração de duas horas", ou, "Jejuei com a minha igreja por três dias". Mas esse não é o único tipo de oração que o Senhor deseja de nós.

2. Os Nossos Lares Também Devem Ser Um Lugar de Oração!

"Se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer cousa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus" (Mateus 18:19). Alguns cristãos chamam isso de "oração do acordo". Você é profundamente abençoado se tem um irmão ou irmã consagrado para orar em companhia dele. Na verdade, os intercessores mais poderosos que conheci vieram em dois ou três. Se de algum modo Deus me abençoou nessa vida - se me usou para a Sua glória - sei que é devido a uns tantos intercessores de poder que oram por mim diariamente.

O lugar onde esse tipo de oração tem lugar com mais poder é o lar. A minha mulher Gwen, e eu oramos juntos todos os dias, e creio que isso mantém nossa família junta. Oramos por cada um de nossos filhos durante seus anos de crescimento, para que nenhum se perdesse. Oramos por suas amizades e relacionamentos, que Deus mandasse embora namorados ou namoradas se houvessem sido enviados como armadilhas. Também pedimos por seus futuros companheiros, e agora estamos fazendo o mesmo por nossos netos.

É triste, mas poucas famílias cristãs gastam tempo para orar no lar. Pessoalmente posso testificar que estou no ministério hoje por causa do poder da oração em família. Todo dia, não importa onde meus irmãos e eu estivéssemos brincando, no quintal ou na rua, a minha mãe nos chamava da porta de casa, "David, Jerry, Juanita, Ruth - está na hora da oração!". (o meu irmão mais novo, Don, ainda não havia nascido.)

A vizinhança inteira sabia da hora de oração da nossa família. Eu às vezes odiava ouvir essa chamada, reclamava e me queixava. Mas alguma coisa claramente acontecia naquelas horas de oração, com o Espírito se movendo em meio à nossa família, e tocando as almas.

Talvez você não se veja tendo uma oração em família. Talvez tenha um cônjuge que não coopere, ou um filho rebelde. Amado, não importa quem escolhe não se envolver. Você ainda pode chegar à mesa, abaixar a cabeça e orar. Isso servirá como a hora de oração do seu lar, e todos os membros da família saberão disso.

3. O Terceiro Lugar de Oração é Aquele Que Jesus Praticava
E Recomendava aos Discípulos:
O Lugar Secreto de Oração

Oração em secreto acontece quando estamos a sós, em secreto. "Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará" (Mateus 6:6).

Ultimamente, o Espírito Santo tem me falado sobre esse tipo de oração. No passado eu ensinava que devido às exigências da vida, possamos ter um "lugar secreto de oração" em qualquer lugar: no carro, no ônibus, num intervalo do trabalho. Até certo ponto, isso é verdade.

Mas há mais. A palavra em grego para "secreto" nesse versículo quer dizer "quarto particular, um lugar secreto". Isso era claro aos seguidores de Jesus, pois as casas em sua cultura tinham um cômodo interno que servia como um tipo de despensa. A ordem de Jesus era para entrar nesse lugar secreto e fechar a porta. E é uma ordem individual, não do tipo que possa ocorrer na igreja ou com um parceiro de oração.

Jesus estabeleceu o exemplo para isso, ao se dirigir a lugar privativos para orar. Várias vezes as escrituras nos contam que Ele "retirou-se à parte" para orar. Ninguém era mais ocupado, sendo constantemente pressionado pelas necessidades dos que O cercavam, com tão pouco tempo para Si próprio. Ainda assim, lemos, "Tendo se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava" (Marcos 1:35). "E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só" (Mateus 14:23).

Veja a ordem dada a Saulo em Atos. Quando Cristo tomou esse perseguidor da igreja, Saulo não foi enviado à uma reunião conjunta da igreja, ou para Ananias, o grande guerreiro de oração. Não, Saulo deveria passar três dias sozinho e à parte, orando e conhecendo a Jesus.

Todos temos desculpas quanto a porque não oramos em secreto, num lugar especial a sós. Dizemos que não temos um lugar sozinho assim, ou tempo para fazê-lo. Thomas Manton, um piedoso escritor Puritano, diz o seguinte sobre esse assunto: "Dizemos que não temos tempo para orar em secreto. Contudo temos tempo para tudo mais: tempo para comer, para beber, para os filhos, mas não há tempo para o quê sustenta todo o resto. Dizemos que não temos um lugar em particular, mas Jesus encontrou um monte. Pedro, um telhado (eirado), os profetas um deserto. Se você ama alguém, encontrará um lugar para ficar a sós".

Segundo as Escrituras, Deus Freqüentemente Nos Aflige
Para nos Levar de Volta ao Lugar de Oração


Davi testifica, “Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra” (Salmo 119:67). Ele está reconhecendo que quando tudo está calmo e sereno, e com poucos problemas, temos a tendência a nos esfriar ou a ficarmos mornos quanto à oração. Dizemos que amamos Deus, mas em nossos bons momentos podemos na verdade apostatar, negligenciando a comunhão com o Senhor. Então, às vezes, Deus permite afiadas flechas de aflição para nos acordar.

Muitos piedosos pais da igreja comentaram sobre esse assunto. João Calvino diz que nunca oferecemos obediência a Deus enquanto não formos compelidos a fazê-lo devido à Sua correção. E C.S. Lewis escreve, “Deus cochicha em nossos prazeres, mas grita em nossa dor. É o megafone dEle despertando um mundo surdo. A dor remove o véu”.

Às vezes consideramos a oração como algo muito casual. Mas na hora dos problemas nos vemos lutando com o Senhor todos os dias, até assegurarmos em nosso espírito que Ele tem tudo sob controle. Quanto mais queremos ser lembrados desta segurança, mais vamos ao nosso lugar de oração.

A verdade é que Deus nunca permite aflição em nossas vidas exceto como ato de amor. Vemos isso ilustrado na tribo de Efraim em Israel. O povo havia caído em grande aflição, e clamou ao Senhor em agonia. Ele respondeu, “Bem ouvi que Efraim se queixava” (Jeremias 31:18).

Como Davi, Efraim testifica, “Castigaste-me, e fui castigado como novilho ainda não domado; converte-me, e serei convertido, porque tu és o Senhor, meu Deus” (31:18). Em outras palavras, “Senhor, Tu nos castigaste por algum motivo. Éramos como um touro jovem, sem aprendizado, cheio de energia, mas Tu nos castigaste a fim de nos domar para o Teu serviço. Trouxeste controle à nossa fúria”.

Veja, Deus tinha grande planos para Efraim, de frutos e satisfação. Mas primeiro teriam de ser instruídos e treinados. Assim, Efraim declara, “arrependi-me; depois que fui instruído” (31:19). Na verdade disseram, “No passado, quando Deus nos tinha na sala de aula preparando-nos para o Seu serviço, não podíamos receber correção. Fugíamos, gritando ‘É muito difícil’. Éramos teimosos, sempre saindo do jugo que Ele colocava. Então Deus pôs sobre nós um jugo mais apertado, e usou Sua vara do amor para quebrar nossa teimosa vontade. Agora, nos submetemos ao Seu jugo”.

Nós também somos como Efraim: touros jovens e egoístas que não querem jugo. Evitamos a disciplina do arado, evitamos vivenciar a dor, aceitar o cajado e vara. E esperamos ter tudo agora - vitória, bênção, frutos - meramente reivindicando as promessas de Deus, ou “as tomando pela fé”. Nos irritamos por sermos treinados no lugar secreto, pela luta com Deus até que as Suas promessas sejam cumpridas em nossas vidas. Aí, quando chega a aflição, achamos “Somos o povo escolhido de Deus. Por que isso está acontecendo?”.

O lugar de oração é a nossa sala de aula. E se não tivermos esse “tempo a sós” com Jesus - se formos liberados da intimidade com Ele - não estaremos preparados quando a inundação chegar.

Nem Toda Aflição em Nossa Vida É Correção de Deus

Há outras razões para nossas aflições que estão muito além de nossa compreensão. Mesmo assim, sabemos que o Seu amor está sempre agindo em nossas aflições. Deus nos diz, "Em meio a todo o teu sofrimento, tenho você em Minha mente. Você é Meu precioso filho. Sinto a sua dor, e certamente terei misericórdia de Ti".

Mais importante, em nossa pior aflição Ele nos envia o Consolador: "O Consolador, o Espírito Santo... vos ensinará todas as cousas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou" (João 14:26-27).

Como o Senhor traz consolação e paz em nossa aflição? Ele nos leva ao lugar secreto de intimidade com Ele. É lá - Jesus nos lembra - que o Pai nos toca pessoalmente: "Quando orar, entre em teu lugar secreto e tranque a porta. Ore ao teu Pai, que te vê em secreto. E Ele lhe recompensará" (Mateus 6:6, paráfrase minha).

Recentemente, um querido amigo meu - bispo do movimento Pentecostal na Hungria - morreu tragicamente em um acidente estranho. Sua grelha de assar pegou fogo e ele se queimou gravemente. Ele foi tratado e achou estar bem, mas poucos dias após morreu subitamente devido a coágulos sangüíneos que se formaram.

Amigos de todo o mundo estão junto à sua viúva em termos de oração e sustentação. Ainda assim a real consolação para ela virá do alto. Nenhum psicólogo pode ajudá-la em sua dor tão profunda. O Consolador é fiel para encontrá-la no lugar secreto.

Conheço um precioso ministro e sua esposa que dirigem um orfanato na América Central. Há poucos anos atrás acolheram um bebê que estava virtualmente meio morto. Esse precioso menino se tornou o amado "pequeno príncipe" do orfanato. Então recentemente, num acidente estranho, o câmbio de um carro se deslocou numa van estacionada e o pequeno garoto foi atropelado e morto.

O casal está em tremendo desespero pela perda. As outras crianças do orfanato que viram o acidente acontecer, também estão inconsoláveis. O quê pode ser dito a eles para tocar a profunda dor? Nada dos meus cinqüenta anos de ministério pode tocar esse lugar dos meus queridos amigos. Eles têm braços de amor em torno deles, mas a consolação real virá do Pai, que vê sua dor em secreto.

Compreendo que não posso alcançar os milhares de crentes que estão sofrendo agora e nos escrevem. Recebemos uma carta de uma esposa grávida, casada com um pastor. Ela acabou de descobrir que o marido é um pedófilo. Ela escreve, "Não sei o que fazer. Creio que tenho de me divorciar de meu marido. Não o quero molestando nosso filho".

Há algo que todo irmão e toda irmã que esteja sofrendo pode fazer: leve tudo a Jesus, tranque-se com Ele e ache consolo em Sua presença. O Senhor diz, "Porque satisfiz a alma cansada, e toda a alma entristecida saciei" (Jeremias 31:25). Como Deus faz isso? Ele os encontra no lugar secreto: "Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará" (Salmo 91:1).

Você vê a importância de determinar no coração orar num lugar secreto? Não se trata de legalismo ou escravidão, mas trata-se de amor. Trata-se da bondade de Deus para conosco. Ele vê o que vem à frente e sabe que necessitamos de tremendos recursos, de sermos novamente preenchidos e renovados. Tudo isso é encontrado no lugar secreto com Ele.

Podemos achar que não sabemos como orar. Mas podemos começar simplesmente louvando-O. O que importa é que você está lá pela fé, pelo amor obediente, e o Pai o verá lá. Ele irá lhe revelar Seu amor em secreto, e o recompensará com o fruto do Seu reino. O Espírito Santo irá orar através de você e lhe dar expressão.

---
Usado através de permissão concedida por World Challenge, P. O. Box 260, Lindale, TX 75771, USA.

Por David Wilkerson

Luciano

Faz um milagre em mim Regis Danese Composição: Regis Danese / Gabriela

20:04:00

(0) Comments



Como Zaqueu eu quero subir
O mais alto que eu puder
Só pra te ver, olhar para Ti;
E chamar sua atenção para mim.
Eu preciso de Ti, Senhor
Eu preciso de Ti, Oh! Pai
Sou pequeno demais
Me dá a Tua Paz
Largo tudo pra te seguir.

Entra na minha casa
Entra na minha vida
Mexe com minha estrutura
Sara todas as feridas
Me ensina a ter Santidade
Quero amar somente a Ti,
Porque o Senhor é o meu bem maior,
Faz um Milagre em mim.

Luciano

Da Derrota à Vitória: Abordagem Devocional

19:56:00

(0) Comments


Estrutura do Capítulo 8

O capítulo 8 do livro de Josué divide-se em seis seções principais: vv. 1-2; vv. 3-9; vv. 10-17; vv.18-23; vv. 24-29; vv.30-35. Estas unidades designam-se como:


(1) vv. 1,2: O líder encorajado
(2) vv. 3-9: Preparativos e estratégias de Israel
(3) vv. 10-17: Início da batalha contra Ai
(4) vv. 18-23: Yahweh vence a cidade de Ai
(5) vv. 24-29: Síntese da vitória contra Ai
(6) vv. 30-35: Adoração e leitura da Lei

Comentário

1. O líder encorajado (vv.1,2)

O frio soturno da morte de Acã ainda não se dissipara completamente, quando o Senhor interrompe a melancolia lúgubre que assolava as tribos de Israel. O hálito gélido do pecado e da morte sentia-se em cada lar israelita. A ira divina clamava pela exterminação do pecado e reparação do mal (7.25,26).

Todavia, o inverno que assolou o povo não fora mais forte do que o hálito de vida de Yahweh (Gn 2.7): “Disse o Senhor” (v.1). Embora o hebraico empregue inúmeras vezes o termo dābar (falar; dizer), neste contexto, usa o sinônimo ’ āmar, empregado dez vezes nos atos criativos do hexámeron (a obra dos seis dias) em Gênesis: “E disse Deus”.

Não há melhor alento do que ouvir a voz de Deus quando tudo parece instável e triste. No livro de Gênesis, “Deus disse: haja” e tudo se fez conforme o beneplácito divino. O que não era tornou-se. ‘Ēlohîm “chama as coisas que não são como se já fossem” (Rm 4.17). Diferente de Adão, que se escondeu ao ouvir “a voz do Senhor Deus” (Gn 3.8), Josué põe-se impoluto e servil diante da presença do Senhor. A mesma voz que despedaça “os cedros do Líbano” e “faz tremer o deserto” (Sl 29) é a mesma que traz refrigério no rubro das circunstâncias. “Não temas e não te espantes” (v.1).

É muito fácil apavora-se depois de uma vergonhosa e humilhante derrota. Não é assim que costumamos nos sentir quando tudo ao nosso redor desmorona? Quando os fundamentos de nossos projetos não resistem aos ataques intempestivos das vicissitudes? Mas eis que do horizonte de nossos fracassos surge a melífera voz do Senhor encorajando-nos, dizendo: “Não temas e não te espantes”. A mesma voz que estremeceu os fortíssimos cedros do Líbano, e a mesma que trouxe à existência as coisas que não existem.

Eis o caos e a escuridão que se assentam sobre a terra “informe e vazia” (Gn 1.1,), mas o mélico som celeste está pronto, qual a mais linda de todas as sinfonias, a dar vida, luz e calor ao caos. Um “disse Deus”, e o caos torna-se o mais lindo de todos os jardins; um outro “e disse Deus”, e a orquestra da vida emite o som da criação; um seguinte “e disse Deus” e Josué tem sua estrutura remexida pela voz daquele que triunfa sobre o caos. O que é este caos se não aquilo que o próprio símbolo significa “desordem”, “confusão”. Não era esta a situação de Israel no capítulo 7 ? Sim o era. Mas assim como o Senhor Todo-Poderoso triunfara sobre o panteão dos deuses mesopotâmicos na criação, assim também o fez sobre o fracasso de Israel na conquista da cidade de Ai. A cidade de Ai, no original, hā ‘āy, “as ruínas”, experimentaria a visitação do Senhor. Ó inaudito dia em que o Senhor visitou-nos, transformando nossa pequenina e resistente Ai em “Porta da Esperança”.

Uma vez encorajado e animado o líder, é o momento de incentivá-lo à conquista: “Toma contigo toda a gente de guerra, e levanta-te, e sobe a Ai; olha que te tenho dado na tua mão o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra”. O resultado dessa semântica motivacional encontra-se no versículo 3: “Então Josué levantou-se”. O encorajamento precedeu a ação. É fácil recuar depois de uma derrota. É difícil prosseguir depois que perdemos à motivação e à coragem (7.7). Retornar à guerra depois de um fracasso vexatório não é fácil, mas ficar estagnado enquanto o inimigo celebra a vitória não agrada ao Senhor. Afinal de contas, na mentalidade primitiva, a guerra era decidida não pelos homens, mas pelos deuses. A vitória não exaltava apenas os deuses dos campeões, mas humilhava também as divindades dos perdedores. O próprio Senhor mostraria aos sacerdotes de Ai que, Ele, sim, somente Ele é o único e verdadeiro Senhor. Não há Deus como o nosso Deus.

Todavia, Josué precisava de uma garantia, de uma promessa que lhe garantisse o sucesso na batalha. O Senhor lhe diz: “tenho te dado na tua mão o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra”. As promessas do Senhor são infalíveis. Contudo, é necessário que Josué, o líder, e o povo, os liderados, obedeçam a lei acerca do anátema (v.2). Deus pretende ensinar ao líder que, embora haja uma promessa a seu respeito, é necessário que ele seja submisso ao mandato e interdito divino. Na última vez, o líder manteve-se fiel, mas o povo não. Desta, o Altíssimo exige fidelidade absoluta. Apesar de termos recebido da parte do Senhor gloriosas promessas, não estamos isentos de cumprir os santos mandamentos divinos. As promessas representam a misericórdia do Senhor, mas os mandamentos o seu caráter santo. Quem deseja as preciosas promessas de Yahweh, deve almejar com a mesma intensidade Sua santidade - o Abençoador no lugar da bênção.

2. Preparativos e estratégias de Israel e Início da batalha contra Ai (vv. 3-17)

Receber uma promessa célica significa marchar à frente das vicissitudes. A promessa divina se fez acompanhar de alguns imperativos categóricos: marche, lute, vença! Josué, de ânimo renovado, incentiva os liderados à guerra, dando-lhes instruções a respeito do ataque. Ser comandado por um líder temente a Deus é uma preciosa dádiva cada vez mais rara na pós-modernidade. Esta nossa época possui o indesejado carisma de macular as virtudes teologais dos líderes cristãos. Infelizmente, como afirmou certo pensador cristão, muitos estão à procura de medalhas, mas não de cicatrizes. Josué, no entanto, estava decidido a enfrentar os imprevistos lances juntamente com a infantaria. Levantou-se de madrugada, contou o povo e todos subiram contra a cidade de Ai (v.10). Quase podemos ouvir o crepitar da madeira seca sendo esmagada pelos pés dos soldados. Toda “gente de guerra estava com ele” (v.11). O exército não estava sem o seu líder. Muito pelo contrário, a fé daquele líder, forjado na escola da submissão a Deus e ao seu antecessor , Moisés, irradiava sobre o exército como a aurora que incandescia a rústica paisagem daquele cenário de guerra. O vale que ficara entre Ai e o exército era paulatinamente iluminado. Os insetos crepusculares escondiam-se como se soubessem que o vale se tornaria tinto (v.11). Josué seleciona “alguns cinco mil homens”, pondo-os entre “Betel e Ai” (v.12). Aqui está o verdadeiro Getsêmani de nossa contemporaneidade. Eis, diante de nós, o lugar da tentação – entre Betel e Ai – entre a Casa de Deus e o Monturo. É na bifurcação dessa via que devemos escolher o caminho a seguir, Betel ou Ai – a Deus ou ao diabo; Cristo ou o mundo; a vontade onibenevolente de Deus ou a nossa própria. Como disse certo pregador amigo meu, Pr. Rui Carlos, “Devemos escolher entre a Casa de Deus ou ao monte de lixo. A igreja não é um parque de diversão [...]”. É neste vale que nosso caráter é provado e nossa vontade senil encontra seus desafios.

3. Yahweh vence a cidade de Ai (vv. 18-23)
De longe, os vigias da cidade observam de suas torres. Sentem em seus rostos fatigados a cintilação dos raios de sol que clareiam paulatinamente a torre de menagem. Dos altos miradouros observam aproximarem-se uma horda anteriormente vencida. Tocam a buzina. Emitem o sinal de alerta. Homens, lanças, couraças e corações marcham em direção à batalha (v.14). Israel finge-se de vencido e foge (v.15). Sem reconhecer a estratégia do inimigo, o rei de Ai e todo o seu exército são ludibriados por Israel. No ardor da batalha, o capitão de Israel pára. Ouve um sussurro a cortar a infantaria adversária, dizendo-lhe: “Josué, estende a lança que tens na tua mão, para Ai, porque a darei na tua mão” (v.18). Imediatamente Josué obedece. Ergue suas mãos calejadas de tanto apertar firmemente sua arma. Só que agora não é necessário força. Não é preciso movê-la em direção ao inimigo. É preciso sagrá-la a Deus, como sinal de que a vitória é do Senhor.

Dominus vobiscum
Postado por Esdras Costa Bentho

Luciano

DEVOCIONAL-Casamento é trabalho de equipe - Empreendimento conjunto

23:58:00

(0) Comments


GÊNESIS 2:24
O homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.

Leitura adicional: Filipenses 2:3-4


Após vários anos de casados, o marido aventureiro decidiu servir a Deus em uma terra distante. Ela, que detestava correr riscos e odiava insetos, não queria, de modo algum, se tornar missionária. Ele prosseguiu com o plano. O casamento acabou em divórcio.

A questão não é saber se ele tinha sido “chamado” e era mais espiritual, ou se ela era medrosa demais. O problema é saber se estavam juntos nessa decisão importante. Claro que não estavam. Batiam os remos com força em direções opostas.

Fico desconfiado quando uma pessoa afirma ter recebido uma orientação especial de Deus e o cônjuge tem vocação oposta, ou dá sinais de desespero silencioso. “Estou apenas seguindo a vontade de Deus,” declara o marido teimoso, arrastando a esposa relutante.

Há muitas coisas que desconheço quanto à vontade de Deus, mas tenho certeza de que ele não quer que eu destrua meu casamento... despreze as opiniões e desejos de minha esposa ... seja obstinado e insensível. Com toda certeza ele não quer que eu tome decisões importantes sozinho e diga que isso é “liderança”.

Ao casar, abrimos mão do direito de ir sozinhos atrás de qualquer desejo que nos atraia. Você e sua esposa foram unidos por Deus, de modo que as decisões devem ser tomadas em conjunto.


Minha resposta: Que planos ou visões pessoais preciso discutir com minha esposa?

Oração da semana: Ajuda-me, Senhor, a amar sacrificialmente minha esposa, de formas práticas que nos unam cada vez mais.

Luciano

Acã e a Maldição do Pecado

13:40:00

(0) Comments


Introdução

Nesta lição, estudaremos o capítulo 7 do livro de Josué. Nos cinco capítulos precedentes (1.5-5.15), analisamos a preparação e a entrada do povo em Canaã. Já, dos capítulos seis a oito (6.1-8.35 [9]), o livro ocupa-se da conquista da parte central de Canaã. O capítulo sete, portanto, trata de um grave e incômodo estorvo à conquista de Canaã. O tema principal desta seção é: O Pecado e Castigo de Acã.


Comparação entre o capítulo 7 e 8 de Josué

Os capítulos sete e oito formam uma unidade. O capítulo 8 está relacionado ao sete, não apenas pelo uso do advérbio “então” (ARC), mas pelo paralelismo de eventos e idéias que contrastam com o capítulo sete. Vejamos.


1. No capítulo 7 os israelitas fracassam em função do pecado de Acã: A cidade de Ai triunfa.

No capítulo 8 os judeus triunfam em função da eliminação do pecado: A cidade de Ai é destruída.


2. O capítulo 7 trata das causas do fracasso na conquista.

O capítulo 8 da restauração do ciclo de vitórias do povo.


3. No capítulo 7 o pecado é banido.

No capítulo 8 segue-se à confirmação do mal extirpado.


4. No capítulo 7 a comunidade sofre.

No capítulo 8 a comunidade regozija.



Notas Expositivas da Leitura Bíblica

Josué 7.1,5-7, 11,12.


1 – E prevaricaram os filhos de Israel no anátema; porque Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá, tomou do anátema, e a ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel.


a) “Prevaricaram”. O número gramatical do verbo “prevaricar”, expressa o conceito e senso comunitário das tribos de Israel. Toda congregação tornou-se culpada pelo pecado de um só homem, Acã.


Em nossa obra, A Família no Antigo Testamento: história e sociologia, explicamos que o modelo social pelo qual as tribos de Israel viviam chama-se solidariedade mecânica, conforme proposta pelo teórico social Durkheim.


Neste tipo de solidariedade, os indivíduos possuem sua identidade e unidade tribal, mediante a família, a religião, a tradição e costumes vividos pela totalidade das tribos. Todos, igualmente, vivem os mesmos valores, seguindo a tradição ancestral da qual a coletividade procede. Uma “família-tronco” perpetua-se em torno do chefe de família pela instituição de um “herdeiro associado”.


Por conseguinte, o fato de um pecado pessoal transtornar toda uma comunidade deve-se, em grande parte, à estrutura deste tipo de sociedade. As famílias, separadas por clãs patronímicos, mas unidas pela identidade coletiva, normalmente, não agiam sozinhas, mas em grupo. Aidentidade de um indivíduo confundia-se com o grupo a que pertencia.


O povo de Israel, portanto, valorizava a integração e a interdependência, entre as tribos e as pessoas, como valoresquando um israelita pecava, todo o povo assumia a responsabilidade pela transgressão cometida. Por isso, todo o Israel foi castigado em conseqüência do pecado de Acã (vv. 11,12).


Israel, a totalidade do povo, era um corpo composto por vários membros (cada uma das tribos). O texto de Números 1.2, apresente adequadamente esse conceito: “Levantai o censo de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais, contando todos os homens, nominalmente, cabeça por cabeça” (ARA).


Essa perícope apresenta: “congregação” (‘ēdâ) – todo o povo de Israel; “famílias” (mishpāchâ) – o clã, como principal unidade social; e “casa” (bayît) – a unidade consangüínea menor do que a tribo, onde vivem os indivíduos. [1]


Um pecado praticado por um membro da “casa” (bayît) afetava a totalidade da ‘ēdâ (congregação). Os versículos 13-19 têm como fundamento sociológico estas divisões: “santifica o povo” (v.13); “vossas tribos” (v.14); “segundo as famílias” (v.14); “chegará por casas” (v.14); “chegará homem por homem” (v.14). imprescindíveis à unidade do povo. De acordo com esses princípios, o pecado de um afeta a todos. Esse mesmo princípio afeta também a igreja. Atente, por exemplo, aos textos paulinos em 1 Co 5; 12; 14. Ou ainda Rm 5.12-21, onde encontramos as conseqüências da transgressão de Adão e os efeitos da obediência de Cristo disseminados a toda humanidade.


b) “Anátema”. O termo já foi esclarecido na lição. Trata-se do termo hebraico chērem, [2] literalmente, “maldição”. Esse vocábulo procede de chāram, cujo significado básico é “consagrado”, ou “coisa consagrada”.


De acordo com a raiz, hrm (חרם), os tradutores da Septuaginta (LXX) verteram o vocábulo para anathématos (αναθέματος), traduzido em nossas Bíblias por “anátema”. Pesquisas, não muito recentes, afirmam que o “anátema”, como o conhecemos por meio das Escrituras Hebraicas, também era difundido em Mari e nas regiões da Mesopotâmia com o nome de asakkum. Asakkun era como se denominava os bens de uma divindade, de um rei, ou de um comandante militar. [3]


Um caso significativo para entendermos o conceito de chērem, está em Números 21.2,3, quando os israelitas prometem “destruir totalmente” as cidades da região sul de Canaã [4]. Isto quer dizer que essas cidades seriam “consagradas ao Senhor para destruição”, constituindo-se, portanto, em cidades anátemas ou consagradas para a ruína.


Um dos objetivos primários para que o exército de Israel assim procedesse, encontra-se em Deuteronômio 13.12-17. Especificamente, o versículo 16 afirma: “E ajuntarás todo o seu despojo no meio da sua praça e a cidade e todo o seu despojo queimarás totalmente para o Senhor, teu Deus, e será montão perpétuo, nunca mais se edificará”.


Desejava-se com isto, evitar que o povo se corrompesse, espiritual e moralmente, com as riquezas sacrificadas aos demônios-ídolos (Dt 32.16,17; Lv 17.7; 2 Cr 11.15). Jericó estava, portanto, debaixo dessa lei. O versículo 17 confirma: “Também nada se pegará à tua mão do anátema, para que o Senhor se aparte do ardor de sua ira, e te faça misericórdia, e tenha piedade de ti, e te multiplique, como jurou a teus pais”.


Ora, a apódase [5] é condicional. Caso alguém dentre o povo desobedecesse a esta lei irrevogável e inexorável, o oposto à promessa seria o juízo sobre o povo: inclemência e crueldade no lugar da misericórdia; impiedade ou “desumanidade” no lugar de piedade; divisão e extermínio da raça em vez de multiplicação da descendência.


Foi justamente o antônimo desses léxicos beatíficos (misericórdia, piedade e multiplicação) que se deu inicio na conquista de Ai. Os versículos 11 e 12 da Leitura Bíblica confirmam essa assertiva: “Israel pecou, e até transgrediram o meu concerto que lhes tinha ordenado, e até tomaram do anátema, e também, furtaram, e também mentiram, e até debaixo da sua bagagem o puseram. Pelo que os filhos de Israel não puderam subsistir perante os seus inimigos; viraram as costas diante dos seus inimigos, porquanto estão amaldiçoados; não serei mais convosco, se não desarraigardes o anátema do meio de vós.”


Este castigo é a resposta da “ira de Deus” contra o pecado. Naquele fatídico dia, “os homens de Ai feriram deles algunsseis, e seguiram-nos desde a porta até Sebarim, e feriram-nos na descida; e o coração do povo se derreteu e se tornou como água” (v.5 cf. v.13,15).

Somente a expiação da culpa, isto é, a eliminação do pecador, interromperia o processo iniciado em Ai (vv.24,25-8.1ss). A transgressão de Acã, segue-se imediatamente à identificação da linhagem do “perturbador” de Israel. Interessante é o fato de os ascendentes de Acã possuírem nomes nobres: Carmi, “vinha” e, Zerá, “brilho do sol”, enquanto o nome do personagem principal, Acã, quer dizer “perturbação”, “perturbador”, “turbar”. No versículo 25 a aliteração [6] entre os nomes Acã e Acor é digno de nota. Ambos procedem da mesma raiz e correspondem em significado: “provocar calamidade” ou “perturbação”.


c) “A ira do Senhor”. Esta é uma expressão antropopática [7], isto é, ao Senhor são atribuídos afetos ou sentimentos humanos.


Uma outra forma de os hagiógrafos descreverem a ira de Deus é através do antropomorfismo nariz ou narinas (Êx 15.8; Sl 18.8-16). Neste aspecto há uma estreita relação entre o termo nariz e ira. Nariz, no hebraico, ’ap, uma vez dilatado representa a ira, pois na mentalidade semítica, o furor, a ira e a cólera se expressam por respiração mais veemente, ou exalação nasal mais intensa. No versículo 26, a expressão “ardor da sua ira” é chārôn ’ap, em sentido antropomórfico, “o furor das suas narinas”. Daí os autores usarem a figura do “nariz fumegante do Senhor”, para expressar a ira divina.


A ira do Senhor designa tanto a justiça de Deus que pune os homens maus, como também ao seu descontentamento com aquilo que é malévolo ou injusto. A ira do Senhor é contra o pecado, a fim de extirpá-lo da congregação santa. Assim sendo, encerra o versículo 26: “Assim o Senhor se tornou do ardor da sua ira; pelo que se chamou o nome daquele lugar o vale de Acor”, isto é, o “vale da perturbação”. No profetismo tardio, “vale de Acor", tornar-se-ia “lugar de esperança” (Os 2.14,15).


Lições Práticas


Observe o efeito deletério do pecado e a autoconfiança desprovida da bênção de Deus. A cidade de Ai estava em menor número: “Não suba todo o povo; subam uns dois mil ou três mil homens, a ferir Ai; não fatigueis ali todo povo, porque são poucos os inimigos” (7.3). Consideravam-se vitoriosos pela pequenez do exército de Ai, entretanto, foram derrotados e humilhados.


Neste episódio, Josué ouve os espias e fracassa (7.2,3). Depois ouve a Deus e triunfa (7.7-15). Por que não fez o inverso? Por que não consultou a Deus? Deste fato podemos extrair sete preciosas lições para nossas vidas e também para nossos alunos, quais sejam:


(1) Uma poderosa vitória ontem, não garante uma pequena vitória amanhã;


(2) Apesar de os fatos estarem a nosso favor, é melhor consultar e confiar em Deus. Orar, mesmo por aquilo que parece óbvio, é uma demonstração de submissão irrestrita ao Senhor.


(3) É sempre melhor ouvir a Deus do que os homens, até mesmo quando os fatos e as coisas estão evidentes. Como afirma o Salmo 118.8: "É melhor confiar no Senhor do que confiar no homem".


(4) Depender de Deus significa dar prioridade a Deus em tudo.


(5) A santificação é indispensável à vitória. A santificação de ontem garante a vitória de hoje. Todavia, para vencermos depois de amanhã é necessário continuar o processo iniciado anteontem (7.13).


(6) Muitos cristãos fracassam mesmo quando a batalha é pequena, mesmo quando o inimigo, seja ele qual for, não se apresenta renhido, tudo isso porque prefere confiar na própria força, méritos, inteligência e justiça.


(7) O justo confia e consulta o Senhor e não se aparta Dele! Sabe que, grande ou pequeno o problema, quem o faz triunfar é Cristo.


Notas


[1] Mais detalhes a respeito da estrutura social de Israel o Antigo Testamento, consulte: A Família no Antigo Testamento: história e sociologia. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

[2] Na lição está grafado hērem, mas por razões instrumentais a consoante hebraica heth ( ח ) não foi grafada conforme à norma culta. A pronúncia equivale aos dois “rr” da palavra “carro” [rrerem].

[5] Ver HESS, Richard. Josué: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2006, p. 41.

[4] Cf. HARIS, R. L. (et al) Dicionário internacional de Teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Edições Vida Nova, 2001, p. 534.

[5] A segunda parte de um período gramatical, em relação à primeira.

[6] Repetição de fonemas no início, meio ou fim de vocábulos próximos, ou mesmo distantes (desde que simetricamente dispostos) em uma ou mais frases. Ver Hermenêutica Fácil e Descomplicada. 8.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

[7] Ver Hermenêutica Fácil e Descomplicada. 8.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.237-42.

Postado por Esdras Costa Bentho

Luciano

Aborto: foi dada a largada

07:00:00

(0) Comments


A senha já deu o presidente Obama.

Assessorou-se no alto escalão de pessoas ligadas à causa abortista, revogou as disposições assinadas por Bush que impediam o uso de verba pública para fomentar o aborto no exterior e deixou claro, nos primeiros dias de seu governo, que esta seria uma de suas principais bandeiras. Veio antes até das propostas para a crise econômica.

Nada mais faltava.

Poucos dias depois, exatamente nesta semana, qual foi a matéria de capa da revista Veja? Se você mencionou o aborto, acertou. Ela escancarou as suas páginas, “como nunca antes neste país”, e abriu o verbo (a verba fica por conta do governo) com depoimentos de médicos favoráveis e de mulheres que em algum tempo de sua vida abortaram, inclusive a modelo Luíza Brunet. Mesmo com o peso da culpa.

Veja só não foi imparcial.

Sua intenção foi aproveitar a onda obâmica e criar no Brasil um clima favorável à descriminalização do aborto. Para não deixar a impressão de que não ouviu o outro lado, publicou o depoimento de um médico que sob nenhuma hipótese praticaria o aborto.

Bela imparcialidade!

O resto quem leu já sabe. A matéria foi construída com a intenção de mostrar que o aborto é uma questão de saúde pública e que, mais cedo ou mais tarde, terá de ser descriminalizado. Citou velhas e imprecisas estatísticas, não discutiu aspectos éticos e sequer científicos, apenas vaticinou por suas linhas bastante tortuosas e direcionadas: o Brasil precisa do aborto.

Pronto. Foi dada a largada.

Daqui para frente a luta se tornará mais renhida, outros mostrarão a sua cara sem qualquer pudor e tudo farão para que o Congresso aprove a medida. É tanto que os médicos não tiveram nenhum constrangimento em afirmar que, sob o manto da chamada “redução de danos”, instruem as mulheres que procuram os seus consultórios à procura do aborto acerca dos procedimentos que podem ser adotados.

Não coraram de nenhuma vergonha.

O que de maneira eufemística afirmaram, sem deixar explícito, foi que ajudam essas mulheres a cometer crimes. Até onde eu sei, a legislação que proíbe o aborto continua em vigor. Não há atenuante de redução de danos. Eles estão, por isso, sujeitos às penas da lei. Mas ficarão onde estão sem que ninguém lhes incomode. Nem a Polícia Federal do presidente Lula, acostumada a ações espetaculares.

O que mais me espanta é o argumento.

A questão religiosa não foi posta na mesa porque, à exceção do Bispo Macedo e de alguns poucos mais, os religiosos são contra o aborto. Aqui saúdo os católicos que militam com garra nesta trincheira, enquanto muitos de nós, evangélicos, preferimos a omissão em nome de uma teologia, que, ao invés de usar a esperança do Reino para lutar, acomoda-se ao pessimismo de que tudo vai mesmo de mal a pior. Não há nada a fazer para melhorar o que está aí. Mas não se abre mão dos carros novos, casas bonitas, roupas bem costuradas, bons salários. Para isso há bastante espaço. Até na teologia.

Mas não fica apenas neste ponto.

A Veja, embalada pelo obamacentrismo, descartou até a discussão científica. Claro! Eles, os cientistas, não se entendem sobre quando começa a vida! Ao invés do raciocínio simples e lógico de que o jogo começa quando o juiz apita o início – a hora da concepção – abrigam-se atrás de mil teorias para tentar esconder uma verdade: a vida humana começa na fecundação.

Para o que então apela a revista?

Apela sem pestanejar para o rastro obâmico, que apresenta como razão para o aborto a liberdade de escolha. Não podemos privar as mulheres desse direito. Cabe a elas decidirem sobre o seu corpo. Não quero entrar neste mérito, porque aqui valeria outra discussão. Fica para depois. O que desejo discutir, agora, é a falácia da argumentação da liberdade de escolha, não importa tenha sido essa a tese da Suprema Corte dos Estados Unidos para legalizar o aborto.

Será que é isso mesmo?

Claro que não! A lei que criminaliza o aborto em nenhum momento interfere na liberdade de escolha. Nem outras normas jurídicas que punem os mais variados crimes. Elas lidam, isto sim, é com as consequências dessa liberdade. Ninguém é preso sob a presunção de que vá cometer um assassinato. Há poucos dias, na cidade onde moro, uma senhora registrou na delegacia a ameaça de morte que sofrera de seu marido. Ele não foi detido, porque seria uma prisão arbitrária. O máximo que a polícia poderia oferecer era dar proteção à mulher. Três dias depois foi assassinada... Pelo marido. Que então foi preso em flagrante.

Entendeu o raciocínio?

A liberdade de escolha vem desde tempos imemoriais e foi dada ao homem pelo próprio Deus. As páginas sagradas defendem esse princípio, que se constitui no cerne da vida humana. Quando somos privados dela, tornamo-nos aprisionados de um sistema ou de alguém. Agora, isso não anula outro princípio. Devemos sofrer as consequências ou receber os benefícios das nossas escolhas. Isto também é bíblico.

Aonde quero chegar?

Todos somos livres, como princípio, para fazer o que quisermos. As mulheres já têm liberdade para abortar. Isto não precisa ser discutido. Não depende de lei alguma, como a LLC que Obama pretende decretar nos EUA. É falácia dos abortistas. É discurso para confundir. É argumento que ganha força porque o "ungido" americano o acolheu. A liberdade sempre existiu. É intrínseca ao homem. O que se penaliza, e deve continuar sendo penalizado, é a prática em si. Todas as escolhas são da livre vontade humana. Quem escolhe praticar o aborto faz livre uso dessa vontade, tanto quanto quem tira a vida de outra pessoa. Mas deve pagar pelo seu ato.

Aborto é assassinato. E assassinato é crime.
Postado por Pastor Geremias Couto

Luciano

DIVISÃO NA IGREJA: REBELDIA, VONTADE DIRETA OU PERMISSIVA DE DEUS?

06:29:00

(8) Comments


Em meio à grande festa de aniversário, o pastor assembleiano bateu no peito e orgulhosamente afirmou: "Esta igreja não é fruto de divisão nem de invasão!"

Parece-me que ele desconhece a história da própria igreja que preside (ou quer apagar alguma mácula ou memória do passado). Pior, parece-me que ele desconhece a própria história das Assembléias de Deus no Brasil. Pode inclusive, estar entorpecido pelo desejo de ser diferente, de estar acima da média, de ser melhor do que os seus pares, de ser-mais.

As Assembléias de Deus no Brasil, nasceram de uma divisão. A história é clara. Não há nenhum demérito nisto. Em nada este fato diminui o trabalho dos pioneiros, nem de todos aqueles que contribuíram e contribuem para o crescimento da igreja.

O problema do surgimento ou criação de uma igreja não é ter sido resultado de uma "divisão", mas, da causa da divisão.

"Deus, não é Deus de divisão!" bradam alguns. A questão é: de qual divisão Deus não é Deus ? Será que estes tais já leram o texto bíblico abaixo:

"Tendo Roboão chegado a Jerusalém, convocou toda a casa de Judá e a tribo de Benjamim, cento e oitenta mil homens escolhidos, destros para a guerra, para pelejarem contra a casa de Israel a fim de restituírem o reino a Roboãa, filho de Salomão. Veio, porém, a palavra de Deus a Semaías, homem de Deus, dizendo: Fala a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, e a toda a casa de Judá e de Benjamim, e ao resto do povo, dizendo: Assim diz o Senhor: Não subireis, nem pelejareis contra vossos irmãos, os filhos de Israel; volte cada um para a sua casa, porque de mim proveio isto. E ouviram a palavra do Senhor, e voltaram segundo o seu mandado." (1 Rs 12.21-24)

Deus declara em sua palavra que a divisão das tribos foi provida por ele. A versão Revista e Corrigida de Almeida diz "eu é que fiz esta obra". A tradução NTLH relata "foi porque eu quis".

Não é a divisão em si mesma, mas são as causas que promovem uma divisão que importam, que sinalizarão se é necessária ou não, se é aprovada (ou tolerada) ou não por Deus . No caso do texto citado acima, a divisão foi resultado da arrogância, loucura, prepotência e orgulho de Roboão, que o levou a oprimir o povo de Israel (1 Rs 12.1-20).

A postura de Roboão é imitada atualmente por muitos líderes de igrejas no Brasil e no mundo. São agentes opressores que acabam promovendo divisões. No fim, para livrar a cara, chamam os que não suportam ou se indignam com a opressão de rebeldes e facciosos.

No Novo Testamento encontramos um caso clássico de divisão:

"Decorridos alguns dias, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar os irmãos por todas as cidades em que temos anunciado a palavra do Senhor, para ver como vão. Ora, Barnabé queria que levassem também a João, chamado Marcos. Mas a Paulo não parecia razoável que tomassem consigo aquele que desde a Panfília se tinha apartado deles e não os tinha acompanhado no trabalho. E houve entre eles tal desavença que se separaram um do outro, e Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. Mas Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu encomendado pelos irmãos à graça do Senhor. E passou pela Síria e Cilícia, fortalecendo as igrejas." (Atos 15. 36-41)

Isso mesmo, Paulo e Barnabé se desentenderam e se separaram. Até homens de Deus se desentendem e se separam. Cada um seguiu o seu caminho. Qual dos dois foi o rebelde? Qual dos dois deixou de ser abençoado por Deus em razão da "divisão"?

Estou aqui fazendo apologia a qualquer tipo de divisão? Deus me guarde disso! Sei que há milhares de divisões promovidas e mantidas por Satanás e seus demônios. Há ainda outras divisões, resultado do desejo cego de alguns homens pelo poder ou para tirar alguma vantagem pessoal da situação. O que afirmo, é que usar o termo "divisão" de forma imprópria, para justificar um sentimento de orgulho pessoal e o desejo de parecer melhor que os outros, é uma falácia e um auto-engano.

E o que falar da Reforma Protestante? O racha no catolicismo romano, promovido pela coragem de Lutero, em face a opressão e aos absurdos doutrinários da liderança católica, do qual todos nós protestantes, de alguma forma somos fruto.

Mas como falava, as Assembléias de Deus no Brasil nasceu de uma divisão ocorrida na Igreja Batista de Belém, no dia 13 de junho de 1911. Uma divisão causada pelo fato de um grupo de dezoito irmãos afirmarem publicamente que criam no Batismo com o Espírito Santo, evidenciado pelo falar em outras línguas. Este fato causou a expulsão do grupo, juntamente com os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren.

Alguém pode afirmar "mas eles não dividiram a igreja, foram expulsos da mesma". Esta afirmação é uma tentativa de atenuar os fatos. Mas por qual razão foram expulsos? Foram expulsos em razão de não negociarem a verdade de Deus. Foram expulsos por não se renderem a pressão sofrida. Foram expulsos por suas convicções inabaláveis.

Para muitos, os nossos pioneiros são os responsáveis diretos pela cisão naquela igreja. São tidos por rebeldes, juntamente com o dezoito irmãos que de lá saíram. O grupo de "rebeldes" cresceu e tornou-se a maior denominação evangélica do país.

Nenhum líder assembleiano, cuja história da chegada e fundação da igreja no Estado ou região está ligada aos acontecimentos em Belém, pode bater no peito e dizer que sua igreja não surgiu de divisão. Se escapar de Belém, acaba não escapando da Reforma.

Milhares de irmãos, das mais diversas denominações ou Convenções no Brasil, são chamados de rebeldes, tratados com indiferença, vistos como "leprosos e impuros", "crentes de segunda , terceira, quarta... categoria", por congregarem em igrejas que surgiram da opressão e da arrogância de líderes inchados, sectários, pretensiosos, vaidosos e pedantes, que não respeitam o próximo, não sabem conviver com diferenças de opiniões, que não conversam e discutem, que tentam impor a força os seus caprichos ou pontos de vistas. A postura desses líderes, não apenas gera divisão, mas fomenta, alimenta e perpetua as já existentes.

Da próxima vez que for falar de "divisão", em vez de acusações irônicas e iradas, seja mais prudente e cuidadoso. Deus pode estar diretamente envolvido neste negócio! Em vez de perder tempo e energia com isto, vá pregar o evangelho e cuidar com temor e respeito de suas ovelhas.

Quem sabe, fazendo assim, não se evita uma nova "divisão"?

SUGESTÕES DE LEITURA

- Dicionário do Movimento Pentecostal. Isael de Araújo. CPAD.
- História das Assembléias de Deus no Brasil. Emílio Conde. CPAD.
- Síntese Histórica da Assembléia de Deus em Abreu e Lima. Roberto José dos Santos, Altair Germano da Silva, Dário José de Souza e Esdras Cabral de Melo. FLAMAR.
Postado por ALTAIR GERMANO

Luciano

Infelizmente, Obama já começou mal

19:51:00

(0) Comments


Pela primeira vez na história dos Estados Unidos da América, um presidente eleito toma posse recebendo as bênçãos de Alá e as de um bispo homossexual. Ingrid Mattson, presidente da Sociedade Islâmica da América do Norte, foi convidada por Obama para falar no culto de posse amanhã, na Catedral Nacional em Washington, e invocar as bênçãos de Alá sobre o novo presidente; e o bispo gay Gene Robinson “invocará as bênçãos divinas” sobre Obama. E qual o nome escolhido para representar, assim, como diríamos... os evangélicos conservadores? O pastor Rick Warren, conhecido por ser um “conservador light” ou, como ressaltam alguns, "um dos mais liberais entre os conservadores". Ele fará apenas uma oração. Rick Warren é o máximo de conservadorismo que Obama admite ao seu lado, mesmo assim contrabalançado "prudentemente" com Alá e Gene Robinson. Ah, sim: o pregador oficial do culto de amanhã é ninguém menos do que a pastora liberal Sharon Watkins, que defende o aborto e o casamento homossexual.
Não é à toa que Obama já anunciou que sua primeira medida como presidente será decretar a Lei de Liberdade de Escolha (LLE), que tornará debalde toda a luta dos movimentos pró-vida dos EUA daqui para frente (veja e ouça Obama fazendo a promessa aqui, saiba o que é a LLE aqui e veja o protesto marcado contra esse ato para o dia 22 em Washington aqui). Sabendo disso, o presidente Bush decretou, antes de sua despedida, o Dia nacional de Santidade da Vida, um dia pró-vida de reflexão e oração (leia o texto do decreto em português aqui).
Ademais, o “messias” midiático Barack Hussein Obama, aquele que já é sem nunca ter sido (aquele que estranhamente já é proclamado em alto e bom som como um dos maiores presidentes da história dos EUA sem nunca ter exercido um dia só de mandato até então), toma posse hoje com a mídia ocidental quase que totalmente genuflexa de amores diante dele. É só tomarmos como exemplo o caso brasileiro. Nunca a posse de um presidente norte-americano teve uma cobertura tão grande da mídia brasileira. Nunca. E mais: jornalistas daqui e de lá chegam a escrever textos poéticos extremamente melosos não apenas exaltando Obama, mas também ressaltando a fé que têm de que ele fará mudanças e transformações profundas que afetarão positivamente todo o mundo. Detalhe: Obama nunca fez nada na vida que justificasse essa crença em mudanças concretas e substanciais. Ele construiu a sua campanha apenas com retórica. Escrevemos muito a respeito no final do ano passado (clique aqui e aqui). Outro detalhe é que ele repetiu no seu discurso de posse hoje a mesmíssima frase de Lula em seu discurso de vitória em 2002 ("A esperança venceu o medo"). Quem escreveu o discurso de posse de Obama foi o mesmo rapaz de 27 anos que escreveu todos os seus outros discursos de campanha: John Favreau.
Obama já começa mal, pedindo as bênçãos de Alá e as de um deus ecumênico e que abençoa o homossexualismo – eis mais um motivo para orarmos pelos EUA.

A edição de fevereiro do jornal Mensageiro da Paz deverá estar disponível à venda já a partir de amanhã e nas filiais da CPAD, até sábado. A nova edição do MP traz matérias sobre o despertar do anti-semitismo no mundo depois da ofensiva de Israel ao Hamas; sobre a cristalização do ensino do Criacionismo de cunho científico em escolas e em uma universidade brasileiras; sobre a verdadeira história dos hinos 1, 5, 8, 84, 96 e 187 da Harpa Cristã; e artigos sobre Liderança Cristã, o erro de usar as Escrituras como uma espécie de livro de auto-ajuda, o movimento herético Crescendo em Graça etc, além de matérias internacionais e sobre eventos regionais da Assembléia de Deus pelo Brasil.
Quem quiser assinar o maior jornal evangélico do país, ligue para (21) 2406-7416 ou 2406-7418. Para comprar cotas, você poderá fazê-lo por esses mesmos números ou pelo 0800-021-7373.

Ver o asssunto mais completo com postagens: http://silasdaniel.blogspot.com/2009/01/obama-j-comeou-mal-oremos-pelos-eua.html

Luciano