VLT EM CUIABÁ, UM PROJETO

11:27:00

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Luciano

HISTÓRIA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL

21:04:00

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Luciano

Aos mestres antipentecostais com carinho

20:54:00

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Na minha adolescência, assisti à comovente história Ao Mestre, com Carinho, protagonizada pelo premiado ator Sidney Poitier. Tomo emprestado o nome desse filme de sucesso para me dirijir aos mestres e irmãos cessacionistas, antipentecostais, com carinho, amor e respeito, mas com muita franqueza.

Sei que os irmãos não querem abrir mão de suas concepções filosóficas quanto à atualidade da manifestação multiforme do Espírito, preferindo afirmar que a promessa do revestimento de poder do Espírito foi apenas para os dias dos apóstolos... Mas, até quando ignorarão a Palavra de Deus, desprezando o que está escrito em Joel 2.28,29, Lucas 24.49, Atos 2.39, 1 Coríntios, 1 Tessalonicenses, etc.?

Os irmãos não percebem que, ao fazerem isso, privam-se da sobrenaturalidade do verdadeiro evangelho de Cristo e dos dons espirituais, descritos com muita clareza em 1 Coríntios 12 a 14? Por que insistem em afirmar que as línguas e a profecia cessaram? É pecado falar em línguas? Para os senhores é, não é mesmo? Mas saibam que maior pecado é zombar, escarnecer do que a Palavra do Senhor apresenta como manifestações provenientes do Espírito.

Ó, cessacionistas, vocês dizem, citando Paulo, que “havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas cessarão” (1 Co 13.8). Que engano! Esse apóstolo disse isso depois de enfatizar que nada teria valor sem amor: as línguas, as profecias, a ciência e a fé (vv.1,2). Se desprezarmos o amor, “havendo ciência, desaparecerá” (v.8), isto é, ela não terá valor algum. Mas nenhum dos senhores afirma que a ciência desapareceu.

E, quanto à fé? Caso não haja amor, com certeza ela desaparecerá, posto que o fruto do Espírito gerado em nós consiste em virtudes eficazes apenas quando exercidas com amor, o primeiro elemento desse fruto (Gl 5.22). Todos os outros “gomos” são diferentes expressões dessa preciosa virtude: gozo é o amor regozijando-se; bondade, o amor em ação; fé, o amor crendo; e assim por diante (Ef 5.9; 2 Pe 1.5-9; Cl 3.12-16).

O derramamento de poder, o batismo com o Espírito (que é diferente de ser batizado no Corpo de Cristo), é um revestimento do alto para o crente (Lc 24.49), e essa promessa diz respeito “a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.39). O desafio dos senhores, caros cessacionistas, é o de aceitar pela fé essa promessa divina. Ou preferem defender uma posição antibíblica mediante argumentos lógicos?

Vocês foram chamados por Deus? Fazem parte da geração eleita, alcançada pela misericórdia do Senhor, conforme 1 Pedro 2.9,10? Então, por que não soltam essas amarras tradicionalistas, baseadas na razão humana, e recebem o poder do alto? Ou vocês preferem continuar seguindo a esse falso cessacionismo?

Os senhores não querem abrir mão da interpretação equivocada de que as línguas mencionadas em 1 Coríntios 14.18 eram idiomas aprendidos, como hebraico ou grego. Mas, em 1 Coríntios 14.2, está escrito: “Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios”. Se as línguas estranhas são idiomas aprendidos, por que ninguém as entende? Observem o que o texto diz: “em espírito, fala de mistérios”.

Se as línguas mencionadas por Paulo são da terra, por que ele disse que é preciso orar para interpretá-las? Observem: “ore para que a possa interpretar” (v.13). Além disso, o termo “mais”, no grego, mallon, indica que Paulo falava em línguas mais frequentemente — e não em mais idiomas — que os crentes de Corinto.

Infelizmente, os senhores se esqueceram de que devem crescer também na graça, e não apenas no conhecimento. E o mais triste é que, agindo assim, crescem apenas no conhecimento humano, racional, e não no “conhecimento nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 3.18).

Se você, caro leitor, se considera um cessacionista e tem confiado em seu limitado raciocínio, abrindo mão da poderosa presença do Espírito Santo, bem como das verdades reveladas nas Escrituras, há uma mensagem para o seu coração, a qual Paulo recebeu do Senhor: “Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias” (1 Ts 5.19,20).

Você que zomba da sobrenaturalidade do evangelho, que faz pouco caso do que Jesus apresentou como sendo o efeito da pregação da Palavra (Mc 16.15-20), precisa pedir perdão a Deus. Sim, eu concordo que haja falsificadores, enganadores, mas abrir mão do poder do alto por causa desses falsos profetas é privar-se das armas da nossa milícia (Lc 10.19; 2 Co 10.4). Portanto, mestres cessacionistas, peço-lhes que revejam os seus conceitos, posto que estão depondo contra a própria Bíblia.

Com temor e tremor,

Ciro Sanches Zibordi

Luciano

O Preço da Liderança

10:59:00

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Luciano

Seu Estilo de Liderança é Único!

10:48:00

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Venho trabalhando – há 50 anos, ou mais – com organizações de todos os tipos, como professor e administrador em universidades, consultor de corporações, membro de conselhos, voluntário. Durante esse período, conversei com dezenas – talvez até centenas – de líderes sobre seu papel, alvos e desempenho. Trabalhei com indústrias enormes e também com micro-empresas, com organizações que alcançam todo o mundo e outras que trabalham com crianças com deficiências graves, em cidades pequenas, com alguns executivos extremamente brilhantes e uns poucos tolos, com gente que fala muito sobre liderança e gente que parece não pensar que é líder e que poucas vezes fala sobre o assunto.

As lições são evidentes.

A primeira é que talvez existam “líderes natos”, mas que, com certeza, há muito pouca gente para depender deles. A liderança pode e deve ser aprendida…

A segunda grande lição é que “personalidade de liderança”, “estilo de liderança” e “traços de líder” não existem. Entre os líderes mais eficientes que conheci e com quem trabalhei nesse meio século, alguns viviam trancados no escritório e outros estavam sempre rodeados de gente. Uns (não muito) eram “gente boa” e outros disciplinadores severos. Uns, rápidos e impulsivos, outros estudavam, voltavam a estudar e demoravam um tempo enorme antes de decidir. Alguns eram calorosos e simpáticos, outros permaneciam distantes mesmo depois de trabalhar durantes anos com as mesmas pessoas durante anos, não apenas gente de fora, como eu, mas de dentro da própria organização. Há os que falam imediatamente sobre a família e os que nunca mencionam nada a não ser a tarefa que têm em mãos.

Alguns líderes eram terrivelmente fúteis – e isso não afetou em nada seu desempenho (assim como a imensa vaidade do General Douglas MacArthur não afetou o dele até o fim de sua carreira). Alguns se retraíam diante de uma falha – e isso também não afetou seu desempenho como líderes (como também não afetou o General George Marshall ou Harry Truman). Uns eram austeros em sua vida privada, como eremitas no deserto; outros viviam com ostentação, amavam os prazeres e se lançavam a eles em todas as oportunidades. Havia os bons ouvintes mas, entre os líderes mais eficientes com que trabalhei havia também uns poucos solitários que ouviam apenas sua própria voz interior.

O único traço de personalidade que encontrei nas pessoas eficientes era algo que não tinham: tinham pouco, ou nenhum, “carisma”, e pouca utilidade para o termo e para o que ele significa.

O que os líderes sabem

Todos os líderes eficientes que encontrei – tanto aqueles com quem trabalhei e quanto os que apenas observei – sabiam quatro coisas simples:

1. A única definição de líder é aquele que tem seguidores. Alguns são pensadores, outros profetas. Os dois papéis são importantes e extremamente necessários. Porém, sem seguidores, não existem líderes.

2. O líder eficiente não é alguém que é amado e admirado. É alguém cujos seguidores fazem o que é certo. Popularidade não é sinônimo de liderança. Resultados, sim.

3. Os líderes são muito visíveis. Por isso, dão exemplos.

4. Liderança não é um ranking, privilégios, títulos nem dinheiro. É uma responsabilidade.

O que os líderes fazem

A despeito da quase infinita diversidade com respeito à personalidade, ao estilo, às habilidades e aos interesses, os líderes eficientes que encontrei, com quem trabalhei e a quem observei, também se comportavam de forma bem semelhante:

1. Não começavam perguntando o que queriam, mas sim o que precisava ser feito.

2. Em seguida, perguntavam como poderiam fazer diferença. Teriam de fazer alguma coisa que tanto precisava ser feita quanto estava de acordo com os pontos positivos do líder e com a forma como ele ou ela é mais eficiente.

3. Perguntavam constantemente qual era a missão e os alvos da organização, além de indagar o que representava desempenho e resultados para aquela organização específica.

4. Eram extremamente tolerantes com as diversidades nas pessoas e não procuravam cópias deles mesmos. Raramente lhes ocorria perguntar se gostavam ou não de alguém, mas eram totalmente intolerantes, de forma amigável, quando o que estava em jogo eram o desempenho, os padrões e os valores da pessoa.

5. Não se sentiam ameaçados pelas qualidades de seus colegas. Ficavam felizes por elas. Soubessem disso ou não, seguiam o moto que Andrew Carnegie quis que fosse escrito em seu túmulo: “Aqui jaz um homem que atraiu para seu serviço pessoas melhores do que ele”.

6. De uma forma ou de outra, submetiam-se ao “teste do espelho” – quer dizer, garantiam que a pessoa que viam no espelho todas as manhãs era o tipo de pessoa que queriam ser, respeitar e em quem podiam confiar. Assim, fortaleciam-se contra as maiores tentações dos líderes – fazer o que é popular em vez de fazer o que é certo, e fazer coisas insignificantes, cruéis e desleixadas.

Finalmente, esses líderes eficientes não eram pregadores, eram realizadores. No meio da década de 20, quando eu terminava o 2º. grau, uma grande leva de livros sobre a I Guerra Mundial e suas batalhas, escritos em inglês, francês e alemão, surgiu de repente. Nosso excelente professor de história, veterano da guerra que havia sofrido ferimentos graves, mandou que escolhêssemos vários desses livros, lêssemos com atenção e escrevêssemos um trabalho extenso sobre o que havíamos lido. Quando discutimos os trabalhos em sala, um de meus colegas perguntou por que todos os livros afirmavam que a Grande Guerra havia sido marcada pela incompetência. O professor não hesitou um segundo e retrucou: “Porque não morreram generais suficientes. Eles ficaram bem longe das linhas de combate e deixaram para outros a luta e a morte”.

Líderes eficientes delegam muitas tarefas. Se não fizerem isso, acabam soterrados por problemas triviais. Porém, não delegam aquilo que só eles podem realizar com excelência, que fará diferença, que estabelecerá padrões, aquilo pelo que querem ser lembrados. Isso eles fazem.

Peter F. Drucker é escritor, professor, consultor e fundador da Peter F. Drucker Foundation for Nonprofit Management. Reimpresso com permissão de The Leader of the Future, The Drucker Foundation, F. Hesselbein, M. Goldsmith, and R. Beckhard, eds. 1996 The Peter F. Drucker Foundation for Nonprofit Management. Todos os direitos reservados. Para informações sobre pedidos, entre em contato com Jossey-Bass, Inc., 350 Sansome St., San Francisco, CA 94104; 800-956-7739. 1996 por Christianity Today International/LEADERSHIP, journal.
Última atualização: 8 de outubro de 1996

Luciano

Evangelismo Com Um Toque A Mais-John Stott reflete sobre nossa situação passada e futura

08:11:00

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Em 2004, David Brooks, colunista do New York Times, escreveu que, se os evangélicos fossem escolher um papa, o eleito seria, muito provavelmente, John Stott que, aos 85 anos, encontra-se no centro da renovação evangélica que ocorre no Reino Unido. Seus livros e sermões bíblicos já cativaram milhões de pessoas por todo o mundo. Está sempre envolvido com concílios e diálogos mundiais importantes, inclusive como presidente do comitê que elaborou o Pacto de Lausanne (1974) e o Manifesto de Manila (1989) – dois documentos importantes para os evangélicos. Há mais de 35 anos ele dedica, todos os anos, três meses para viajar pelo mundo, dando atenção especial às igrejas localizadas em regiões onde o cristianismo é minoria. É pessoa mais do que adequada para comentar o passado, presente e futuro dos evangélicos. O autor Tim Staffod, de Christianity Today, entrevistou John Stott em sua casa, em Londres.

Segundo sua opinião, o que é ser evangélico, e qual a importância disso?
Um evangélico é um cristão simples e comum. Situamo-nos no centro do cristianismo histórico, bíblico e ortodoxo. Por isso podemos recitar o Credo Apostólico e o de Nicene sem temor. Cremos em Deus Pai, em Jesus Cristo e no Espírito Santo.
Tendo dito isso, há dois aspectos que quero enfatizar: por um lado, a preocupação com a autoridade e, por outro, a salvação.

Para os evangélicos, a autoridade é Deus, que falou de modo supremo em Jesus Cristo. E isso vale também para a redenção, ou salvação. Deus agiu em e através de Jesus Cristo para salvar os pecadores.

Creio ser necessário que para os evangélicos acrescentar que o que Deus falou em Cristo e no testemunho bíblico sobre ele, e o que Deus fez em e através de Cristo são, ambos, para usar o termo grego, hapax – que significa de uma vez por todas. A palavra e a obra de Deus em Cristo são definitivas. Imaginar que podemos acrescentar uma palavra sequer à palavra ou à obra dele é um desprezo imenso pela glória única de nosso Senhor Jesus Cristo.

Você não mencionou a Bíblia, e isso pode surpreender algumas pessoas.
Na verdade eu mencionei, mas você não notou. Falei Cristo e o testemunho bíblico sobre Cristo. Mas a ênfase realmente distintiva repousa em Cristo. Se você quer assim, pretendo passar a convicção de um livro para uma pessoa. O próprio Jesus afirmou que as Escrituras dão testemunho dele. A principal função delas é testemunhar de Cristo.



Parte da implicação do que você diz é que os evangélicos não devem ser um povo com inspiração negativa. Nosso verdadeiro foco deve ser a glória de Cristo.

Creio firmemente nisso. Cremos na autoridade da Bíblia porque Cristo a endossou. Ele se coloca entre os dois testamentos. Olhando para o passado, o Antigo Testamento, vemos que ele o confirmou. Olhando para a frente, para o Novo Testamento, aceitamos por causa do testemunho dos apóstolos sobre Cristo. De forma deliberada, ele escolheu, nomeou e preparou os apóstolos, para testemunharem sobre ele. Gosto de ver Cristo no centro, confirmando o antigo e apontando para o novo. Embora a questão do cânon do Novo Testamento seja complicada, em geral somos capazes de afirmar que o que é canônico é apostólico.

Em quê a posição dos evangélicos mudou durante os anos de seu ministério?
Olho para trás – fui ordenado há 61 anos – e lembro que quando comecei na Igreja da Inglaterra, os evangélicos eram uma minoria desprezada e rejeitada. Os bispos não perdiam a menor oportunidade para nos ridicularizar. Nos 60 anos seguintes, vi o movimento evangélico na Inglaterra crescer em tamanho, em maturidade, com certeza em erudição. Por isso, penso em termos de influência e impacto. Saímos de um gueto e nos colocamos em posição predomínio, lugar muito perigoso.

Você pode comentar sobre os perigos?
O orgulho é o perigo sempre-presente que se coloca diante de nós. Em muitos aspectos, é bom sermos desprezados e rejeitados. Penso nas palavras de Jesus: “Ai de vocês, quando todos falarem bem de vocês”.

Voltando ao hapax, é um conceito que acarreta humildade. A essência da fé evangélica é muito humilhante. William Temple disse: “A única coisa minha com que contribuo para a redenção é o pecado do qual preciso ser redimido”.

Temos visto, também, um enorme crescimento da Igreja por todo o mundo, em grande parte nas linhas evangélicas. Qual a sua opinião sobre a importância disso?


Esse crescimento enorme é o cumprimento da promessa de Deus a Abraão registrado em Gênesis 12:1-4. Deus prometeu a Abraão abençoar não apenas a ele, ou a sua família e sua posteridade, mas, através da posteridade dele, abençoar todas as famílias da Terra. Sempre que vemos uma congregação multi-étnica, presenciamos o cumprimento dessa maravilhosa promessa de Deus. Promessa feita a Abraão, há 4.00 anos e que se cumpre hoje, bem diante de nossos olhos.



Provavelmente, você conhece melhor essa Igreja que cresce do que qualquer outro ocidental. Gostaria de saber sua avaliação sobre ela.
A resposta é “crescimento sem profundidade”. Ninguém contesta o crescimento imenso da Igreja, mas tem sido, em grande escala, numérico e estatístico. E o crescimento do discipulado não tem sido equivalente ao aumento dos números.

Como a igreja ocidental, que com certeza tem seus próprios problemas, pode interagir com a igreja não-ocidental? Neste exato momento muitas igrejas enviam grupos missionários para todas as partes do mundo.

Com toda certeza quero ter opinião positiva sobre viagens missionárias de curto prazo e creio que, no todo, são boas. Certamente dão aos ocidentais uma oportunidade maravilhosa de saborear o cristianismo do sul e de serem desafiados por ele, particularmente pela vitalidade exuberante que apresenta. Mas penso que os líderes dessas viagens missionárias agiriam com sabedoria advertindo os membros de que é uma experiência muito limitada, em uma missão transcultural.

A verdadeira missão, baseada no exemplo de Jesus, envolve penetrar em outro mundo, de outra cultura. A missão transcultural em que o missionário encarna a outra cultura é cara e pode ter um preço alto a pagar. O que quero dizer é que devemos entender que, quando Deus chama um missionário transcultural, serão necessários 10 anos para aprender a língua e conhecer a outra cultura e, assim, ser aceito, mais ou menos, como parte do mesmo povo.

Então, não há como substituir um missionário de longo prazo.

Creio que não, à exceção de cristãos da mesma cultura.

E o que dizer sobre o que alguns dizem ser o maior campo missionário, sua própria cultura secularizadora ou secularizada? O que precisamos fazer para alcançar essa sociedade cada dia mais pagã?

Penso que precisamos dizer um ao outro que ela não é tão secular quanto parece. Acredito que essas pessoas que taxamos como seculares se lançam à busca de pelo menos três coisas. A primeira é transcendência. É interessante notar que nessa cultura que classificamos como secular tanta gente procura alguma coisa além. Considero isso um grande desafio à qualidade de nosso testemunho cristão. Será que ele oferece às pessoas o que elas buscam instintivamente, ou seja, a transcendência, a realidade de Deus?

A segunda é significado. Quase todo mundo procura sua identidade pessoal. Quem sou eu, de onde vim, para onde vou, qual o sentido da vida? Isso desafia a qualidade de nosso ensino cristão. Precisamos ensinar às pessoas quem elas são, já que elas não sabem. Nós sabemos. Elas são seres humanos criados à imagem de Deus, embora a imagem esteja maculada.

A terceira coisa é a busca de comunhão. Em toda parte as pessoas procuram comunhão, relacionamentos de amor. Esse é um desafio à nossa comunhão.

Gosto muito do que está escrito em 1 João 4:12: “Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor está aperfeiçoado em nós”. A invisibilidade de Deus é um grande problema para muita gente. A questão é: como Deus resolveu essa questão? Primeiro, Cristo tornou Deus visível. O evangelho de João diz (1:18): “Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido”.

Muitos dizem que isso é maravilhoso, mas que aconteceu há 2.000 anos. Então, em 1 João 4:12, ele inicia com exatamente a mesma fórmula: ninguém jamais viu a Deus. Mas, dessa vez, João prossegue: “se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós”. O mesmo Deus invisível que se fez visível em Jesus agora se torna visível através da comunidade cristã, se nos amarmos uns aos outros. E qualquer proclamação oral do evangelho será inútil se não for feita por uma comunidade cheia de amor.

Esses três elementos de nossa humanidade estão ao nosso favor para o evangelismo, porque as pessoas buscam exatamente o que temos a oferecer.
Então você não desistiu do ocidente.
Não desisti, mas acredito que o evangelismo deve se dar através da igreja local, da comunidade, e não dos indivíduos. A Igreja deveria ser uma sociedade alternativa, sinal visível do reino. E a tragédia é que as igrejas locais muitas vezes falham em demonstrar comunhão.

Você quer falar sobre pregação?

Nunca me canso desse assunto. Sou um defensor inclemente da importância da pregação. Claro que se trata de pregação bíblica.

A pregação bíblica tem enfrentado grandes dificuldades em muitos lugares. O que você tem a dizer a um pastor que tenta, em desespero, prender a atenção do povo e, na verdade não tem a confiança que capacita a pessoa a pregar sobre um texto bíblico?

O problema é o mesmo em toda parte do mundo. Igrejas vivem, crescem e florescem pela Palavra de Deus. E murcham e até mesmo perecem na ausência dela.

Então, a Langham Partnership International (Parceria internacional Langham, veja “Legacy of a Global Leader” – Legado de um líder global) possui três convicções básicas. A primeira é que Deus quer o crescimento da Igreja, que é dele. Um dos versículos que expressa isso com mais propriedade é Colossenses 1:28-29, onde Paulo diz que proclamamos a Cristo, alertando e ensinando a todos em toda sabedoria, para nos apresentarmos todos maduros em Cristo. Há um chamado claro à maturidade, ao crescimento.

Segunda, ela cresce pela Palavra de Deus. Suponho que você concorde que há outras formas de crescimento para a Igreja, mas, olhando o Novo Testamento como um todo, vemos que é a Palavra de Deus que amadurece o povo dele.

Isso me leva à terceira convicção: a Palavra de Deus chega ao povo principalmente, mais são somente, pela pregação. Costumo imaginar, nas manhãs de domingo, o espetáculo maravilhoso do povo de Deus convergindo para os lugares de adoração por todo o mundo. Vão a catedrais construídas na Idade Média, a igrejas domiciliares, ao ar livre. Sabem que durante o ato de adoração haverá um sermão, que será bíblico, para que possam crescer através da Palavra de Deus.

Quando subo ao púlpito com a Bíblia nas mãos e no coração, o sangue me corre mais rápido pelas veias e meus olhos brilham devido à glória imensa de ter a Palavra de Deus para apresentar. Precisamos enfatizar a glória e o privilégio de compartilhar a verdade de Deus com o povo.

Que rumo nós, evangélicos, devemos tomar? Passamos por muitos percalços nos últimos 50 anos.


Minha resposta imediata é que precisamos ir além do evangelismo, que não deve ser especialidade dos evangélicos. Bem, sou totalmente comprometido com a evangelização do mundo. Porém, precisamos olhar além do evangelismo, para o poder transformador do evangelho, tanto dos indivíduos quanto da sociedade.

Com relação aos indivíduos, noto a ausência, nas expressões diversas da fé evangélica, da busca pela santidade que caracterizou nossos antepassados, que fundaram o movimento Keswick, por exemplo, e a procura do que eles às vezes chamavam de santidade bíblica ou prática. Não sei como, mas santidade parece ter um sentido de falsidade. As pessoas não gostam de ser chamadas de santas, mas no Novo Testamento, santidade é semelhança a Cristo. Gostaria que todo o movimento evangélico tomasse a decisão consciente de crescer na semelhança a Cristo, da forma descrita em Gálatas 5:22-23.

Com respeito à transformação social, tenho refletido muito sobre as metáforas que o próprio Jesus escolheu em Mateus 5, o Sermão do Monte – o sal e a luz. “Vocês são o sal da Terra; vocês são a luz do mundo.” Parece-me que esses modelos apresentam pelo menos três elementos.

Primeiro, os cristãos são totalmente diferentes dos não-cristãos. Se não são, deveriam ser. Jesus coloca as duas comunidades em oposição. De um lado estã o mundo, do outro estão vocês, que são a luz para o mundo sombrio. Jesus indicou que somos tão diferentes do mundo quanto a luz das trevas e o sal da deterioração.

Segundo, os cristãos precisam permear a sociedade não-cristã. O sal não serve para nada no saleiro. A luz não ajuda em nada se ficar escondida em baixo da cama ou em um balde. Ela precisa penetrar nas trevas. Então, as duas metáforas nos chamam a ser não apenas diferentes, mas a permear a sociedade.

Terceiro, a implicação mais controversa, as metáforas do sal e da luz indicam que os cristãos podem transformar a sociedade. Os modelos têm esse sentido, já que tanto o sal quanto a luz são bens eficientes, que transformam o ambiente em que são colocados. O sal impede a deterioração por bactérias. A luz dissipa as trevas. Não se trata de ressuscitar o evangelho social. Não podemos aperfeiçoar a sociedade, mas podemos melhorá-la.

Minha esperança é que, no futuro, líderes evangélicos incluam em sua agenda social tópicos essenciais, embora controvertidos, como alterações climáticas, erradicação da pobreza, fim das armas de destruição em massa, além de reagir de forma correta à pandemia da AIDS, defendendo os direitos humanos de mulheres e crianças em todas as culturas. Espero que nossa agenda não permaneça tão limitada quanto é hoje.

Tim Stafford
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Luciano

O Senhor é Meu Pastor

10:03:00

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O Salmo 23 mostra que só o nosso Pastor, o Senhor Jesus, pode nos satisfazer.

1 [Salmo de Davi] O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
2 Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
3 Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
4 Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
5 Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
6 Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.

Luciano

De onde vem o socorro?

10:01:00

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11 de setembro de 2001... O maior ícone do poder financeiro do mundo foi ao chão em questão de minutos, ceifando milhares de vidas. Que recado teria a Palavra de Deus para momentos tenebrosos assim, quando nos sentimos tão impotentes, tão inseguros?

Luciano

Israel - prova da veracidade da Bíblia

09:59:00

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O que Deus disse sobre Israel milhares de anos atrás pode ser visto ainda hoje. A profecia cumprida mostra que a Bíblia é a Palavra de Deus.

Luciano

Mensagens biblicas

09:53:00

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Luciano

Conhecimento, Dinheiro e Poder

09:48:00

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"Use o conhecimento para ajudar pessoas, nunca para explorá-las; use o dinheiro para suprir necessidades das pessoas, nunca para comprá-las; use o poder para servir às pessoas, nunca para dominá-las".

Poderíamos escrever também desta maneira:
"Use o conhecimento, o dinheiro e o poder para ajudar, suprir necessidades e servir às pessoas, nunca para explorá-las, comprá-las ou dominá-las".

Procure versículos bíblicos que dão base¹ para essas frases.
Tente encontrar versículos que refutam essas frases (creio que você não vai encontrar).

Agora escreva o que mais, além de conhecimento, dinheiro e poder você poderia usar para beneficiar pessoas. Incremente a lista de atitudes relacionadas a ajudar, suprir necessidades e servir. E aliste também outras palavras relacionadas a explorar, comprar e dominar.

Pois bem, confronte isso com o que você vê acontecendo na nossa sociedade, com a maneira como as pessoas se comportam, com as práticas de vendas e de (tele)marketing das lojas, com as filosofias de crédito e de tarifas das instituições financeiras e com as possíveis motivações das políticas econômica, tributária e administrativa do governo. E por que não comparar também com a pregação das igrejas?

Qual é a sua conclusão?

A minha é: devo me esforçar para viver ajudando, suprindo necessidades e servindo às pessoas. Isso tem sido um desafio para mim. Que desafio! Não é fácil! Mas continuo na luta.
Aceite você também este desafio e faça diferença. E experimente a diferença.

"Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" Mc 10:45.

(1) Jr 9:23-24; Fp 2:4, At 20:35, 1Tm 6:17-18, Rm 12:9-21, 1Pe 5:1-4; Pv 22:16,22-23; 2Tm 3:1-9; Tg 4:1-4; Tg 4:13-17; Tg 5:1-6 e outros.

Luciano

Provai e vede que Deus é bom

08:25:00

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Oh! Provai, e vede que o Senhor é boma, bem-aventurado o homem que nele confia” Salmo 34:8. Quantas vezes li este texto sem jamais me situar das realidades nele contidas, principalmente em acreditar no plano de Deus para vida de cada um de nós. Geralmente acreditamos que esconder é a melhor solução. Fugir hoje e continuar fugindo a vida toda.

Quando Davi diz: “Oh! Provai e vede que o Senhor é bom”, retrata de forma entusiástica de algo que funcionou na sua experiência. Perseguido por Saul e fugindo dos filisteus, Davi se escondera na caverna de Adulão. A crise circunstancial era tremendamente adversa, envolvendo a dor ada perseguição e do abandono, e o choro e o sofrimento por viver momentos tão contraditórios, sem entende a causa de tudo,, angustia profunda da alma. Por não entender aquele momento circunstancial Davi apela p'ra Deusa, com choro, suplica e clamor: acaso Deus se esqueceu de mim? Eu não sou um escolhido, não sou o sucessor do trono?

Nesta luta contra os temores futurosa, contra o medo de lutar, contra a tristeza da aparente derrota, Deus abriu o coração de Davi, e o Rei reconheceu seus temores, seu medo e descansou nas mãos do Todo-Poderoso, do Eterno. Davi creu que os planos de Deus não podem ser frustrada, Davi creu que Deus anão se atrasa, que Deus não mente e não pode mentir, que Ele é fiel, vivo e verdadeiro.

Com esta confiança Davi saiu daquela caverna disposto a enfrentara, em nome de Deus todas as dificuldades que surgissem apela frente

Mais tarde Davi retrata esta experiência no Salmo 34 afirmando: “Provai e vede que o Senhor é bom...”

São nesses momentos de extrema dificuldades, dor e angustia Deus nos chama para fazermos prova dEle.

Assim como Davi também atenho em minha vida muitas experiências de fidelidade de Deus, no momento eu não entendia aquela situação, mais Deus já na bonança, percebi que atinha de passara por aquilo tudo para ver e sentir a bondade do Senhor. Não se tratava de como Deus me provara, mas de como eu tive prova de Deus quando nEle confiei todos os meus designos, todos os meus planos, toda a minha vida e descansei nEle.

“Provai e vede que o Senhor é bom...”

PENSE: “Busquei o Senhor e ele me acolheu ; livrou-me de todos os meus temores. Contemplai-o s sereis iluminados , e os vossos rostos jamais sofrerão vexame. Clamou este aflito , e o Senhor o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações . O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem , e os livra .Oh! Provai , e vede que o Senhor é bom ; bem-aventurado o homem que nele se refugia“ Salmo 34:4-8

ORE: Senhor! Graças te dou pela aforma tão maravilhosa como dirige a minha vida. Ajuda aqueles que estão presos pelo sofrimento,a agonia, agustia, dor e tristeza, traze-lhes arrependimento a um novo coração. Em nome de Jesus. Amém!

Luciano